Premier League

Rice ficou um pouco nervoso quando percebeu que valia mais de £ 100 milhões

Aproximando-se de 50 jogos pela seleção inglesa, o volante de 24 anos pretende retribuir imediatamente ao Arsenal

A transferência de Declan Rice era iminente. Durante muitos anos, foi um dos melhores volantes da Premier League, completo, bom para as regras de inscrição. O West Ham segurou o quanto pôde e, quando o vendeu, conseguiu retirar £ 105 milhões do Arsenal. Aproximando-se de 50 jogos pela seleção, Rice falou com uma honestidade incomum sobre como é lidar com a pressão de um valor tão alto – a famosa etiqueta de preço, como dizem os ingleses.

– Quando a transferência estava em andamento, eu fiquei muito nervoso pelo preço. É natural pensar nisso. Você é um ser humano sendo comprado por £ 105 milhões. Não parece muito normal. Mas isso foi pelo que eu fiz no West Ham, o quanto eles me valorizavam. Quando eu assinei pelo Arsenal, apenas pensei que precisava ser Declan Rice, ser eu mesmo, não ser diferente, e tudo sairá bem.

– É £ 100 milhões. É muito dinheiro. Eu conseguia entender a pressão que isso gera. Não apenas a pressão que você coloca em si, mas há uma expectativa de que, ao ser comprado por tanto dinheiro, precisamos ver boas atuações imediatamente. Eu quero retribuir ao clube imediatamente, eles investiram muito dinheiro em mim. Eu preciso provar que eu posso ir lá e fazer a diferença – completou.

Rice comentou o caso do colega de seleção Jack Grealish, que sofreu muitas críticas em sua primeira temporada pelo Manchester City após ser comprado por £ 100 milhões. Mas na segunda foi um dos melhores jogadores do campeão da Tríplice Coroa.

– Eu consigo ver por que Jack talvez tenha sofrido no começo, mentalmente. Ele era um jogador de £ 100 milhões, mas, como não estava jogando tanto, era provavelmente um pouco diferente para ele. Agora está voando e é a mesma coisa comigo – disse.

Sem estagnar

Declan Rice ainda tem 24 anos. Embora não seja um garoto, ainda pode melhorar e pretende fazer isso, agora atuando de uma maneira diferente. Ao contrário do bastante reativo West Ham de David Moyes, o Arsenal busca assumir a iniciativa das partidas e manter a posse de bola.

– Você nunca quer estagnar como jogador. Sempre está procurando melhorar. Eu ainda sinto que há muitos outros níveis que eu posso alcançar. É sobre querer aprender, treinar e sempre ouvir. O principal comigo no Arsenal é que estou jogando em um papel um pouco diferente. Há muita discussão sobre se eu consigo jogar mais avançado. É novidade para mim de certa maneira. No Arsenal, nós provavelmente temos muito mais a bola, então é sobre ser mais agressivo – afirmou.

Rice é titular incontestável da seleção inglesa e deve fazer seu 48º jogo nesta segunda-feira contra a Macedônia do Norte. Ele ultrapassará Trevor Brooking, lenda do West Ham entre 1966 e 1984, e ficará a apenas um jogo de outra figura histórica dos Hammers, Geoff Hurst.

– Dá para perceber o quanto significa para mim porque estou um pouco sem palavras, sendo honesto. São campeões do mundo, lendas do jogo. Pessoas que serão lembradas para sempre. Eu quero continuar jogando por quanto tempo for possível. Tenho que me dar muito crédito porque, quando você é convocado pela Inglaterra, é porque você trabalhou por isso. Tem que merecer. Estou com a Inglaterra desde 2019 e estive na maioria dos times. Preciso continuar trabalhando, mas esses jogos pela Inglaterra são especiais. Quando eu chegar a 50, buscarei 100 – encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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