Premier League

O Arsenal de novo perdeu em casa para o Olympiacos, mas desta vez a vantagem construída na ida valeu a classificação

O Arsenal tinha adiantado seu serviço na partida de ida, mas deu seu susto na torcida para confirmar a classificação às quartas de final da Liga Europa. Depois da vitória por 3 a 1 em Pireu, os Gunners tinham uma confortável vantagem no reencontro com o Olympiacos. Ainda assim, algozes na temporada passada, os gregos voltaram a atormentar e conquistaram o triunfo por 1 a 0 no Estádio Emirates. Não atrapalharam a classificação do time de Mikel Arteta, mas voltaram a levantar questionamentos sobre o clube, após a vitória no Dérbi do Norte de Londres durante o final de semana. De qualquer maneira, a missão foi cumprida rumo ao próximo passo em busca de um título continental – e da possível vaga na Champions.

Depois de um começo de partida morno, o Arsenal tentou ampliar sua vantagem por volta dos 20 minutos. Teve chances com Nicolas Pépé e Gabriel Magalhães, mas também quase sofreu o primeiro gol do Olympiacos. Depois de um chutão vindo do goleiro José Sá, Youssef El Arabi saiu de frente com Bernd Leno. O atacante encheu o pé, mas o alemão salvou com o joelho, de maneira incrível. Quase que imediatamente, os Gunners poderiam ter respondido com Pierre-Emerick Aubameyang. Num contra-ataque, o gabonês ficou de frente para o crime e também desperdiçou uma oportunidade de ouro, ao bater por cima.

Na sequência do primeiro tempo, o Olympiacos tomou o controle da partida e passou a rondar a área do Arsenal, especialmente nas bolas paradas. O gol não saiu antes do intervalo, mas os gregos intensificaram sua pressão na volta à segunda etapa. Kostas Fortounis e José Holebas ameaçaram, até que o primeiro gol viesse logo aos seis minutos. A partir de uma bola perdida por Dani Ceballos, Fortounis acionou El Arabi e o atacante contou com um desvio em sua finalização para vencer Leno. Ainda faltavam dois gols, mas os Gunners podiam ver novamente o fantasma da temporada passada.

O Arsenal tentou responder de imediato, inclusive com suas alterações. Mikel Arteta logo mandou a campo Martin Odegaard e Thomas Partey, com seu time se postando mais no ataque. Pépé quase empatou aos 15, mas sua pancada desviou em Emile Smith Rowe e saiu pela linha de fundo. Não seria uma pressão contínua dos Gunners e logo o jogo restabeleceu seu equilíbrio, com o Olympiacos voltando a buscar mais o segundo gol.

A partir dos 30, o Arsenal voltaria a criar oportunidades cristalinas, sem aproveitar. Na maior delas, Auba arrancou no contragolpe e de novo ficou sozinho com o goleiro, mas tentou cavar e mandou para fora. O alívio se tornaria maior apenas aos 37, quando o Olympiacos ficou com um jogador a menos. Gabriel Martinelli tinha acabado de entrar e sofreu uma falta de Ousseynou Ba, que se revoltou e levou dois amarelos em sequência. O senegalês saiu de campo às lágrimas. Só faltou aos Gunners aproveitarem a vantagem numérica para evitar a derrota. Numa grande jogada de Martinelli, Auba tentou de letra, mas José Sá fez uma defesaça. Os erros não fariam falta, com a derrota insuficiente para impedir o alívio dos londrinos.

Com a classificação, o Arsenal disputará as quartas de final da Liga Europa pela terceira vez nas últimas quatro temporadas. O clube já disputou duas finais da competição em sua história, mas perdeu ambas. Os Gunners não são campeões continentais desde 1994, quando levaram a antiga Recopa. Antes disso, também conquistaram a Taça das Cidades com Feiras, a predecessora da atual Liga Europa, na temporada 1969/70. O sorteio das quartas de final acontecerá nesta sexta. Ficam as expectativas por uma competição que pode salvar a temporada ruim dos londrinos na Premier League.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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