As primeiras consequências da vinda do bilionário Jim Ratcliffe ao Manchester United
Jim Ratcliffe comprou 25% das ações do United em troca do controle total do futebol do clube
Dono de um verdadeiro império da indústria química, a INEOS, Jim Ratcliffe, um dos homens mais ricos do Reino Unido e 90º mais rico do mundo segundo a revista Forbes, assumiu 25{62c8655f4c639e3fda489f5d8fe68d7c075824c49f0ccb35bdb79e0b9bb418db} das ações do Manchester United, em troca de ter total controle das operações do futebol dentro dos Red Devils. Sendo assim, os primeiros impactos desta bilionária transação já começou a ter o seu impacto direto na administração do clube e já iniciou uma dança das cadeiras nos corredores do Old Trafford.
Isso porque, segundo informações da Sky News, o gerente geral do clube, Richard Arnold, deixará o seu cargo após dois anos. Seu sucessor será Patrick Stewart, diretor jurídico que assumirá a nova função dentro do Manchester United de forma interina. Patrick está desde 2007 trabalhando na parte administrativa dos Red Devils. Esta será a primeira grande mudança dentro do time inglês, que há um bom tempo não conquista a Premier League e também a Champions League
Atualmente, o Manchester United é o 6º colocado da Premier League com 21 pontos e o último colocado no Grupo A da Champions League, com apenas três pontos em quatro jogos. Inclusive, o time acabou sofrendo uma virada incrível do Copenhague na última rodada da competição continental, o que dificultou a luta do inglês pela classificação à próxima fase do torneio.

Complicações da administração Glaze dificultaram a vida do Manchester United
A família Glazer comprou o Manchester United em 2005, em uma transação que deixou os torcedores dos Red Devils muito irritados pelos moldes da negociação. Em suma, a operação foi paga com empréstimos tendo as próprias propriedades do clube como garantia. Isso gerou uma dívida enorme a ser paga pelo United, e como consequência acarretou problemas para o clube dentro de campo. A primeira grande crise foi com a torcida, que não aceitou a venda da agremiação e chegou a fundar seu próprio clube, o United of Manchester, clube que disputa a Northern Premier League, equivalente à sétima divisão do futebol inglês.
Durante os últimos 18 anos, os protestos contra os Glazers foram connstantes e não era incomum observar nos jogos do Old Trafford, diversas faixas com os dizeres “Glazers OUT”, isso muito antes do clube entrar na atual crise esportiva, que pode ter a sua solução com a compra do magnata da indústria química, Jim Ratcliffe. Sem vencer uma Premier League sequer há 11 temporadas, sendo a última em 2012/2013 (ainda com Sir Alex Ferguson como treinador), a vinda do bilionário é vista como uma oportunidade do time se reerguer e reconquistar seu espaço na Europa.
Durante a administração Glaze, o Manchester United conquistou como título de maior expressão, a Champions League, em 2008, em um time lendário que continha Cristiano Ronaldo, Rooney, Giggs, entre outros craques e faturou o Mundial de Clubes daquele ano diante da LDU do Equador.
O Manchester United ainda conquistou por cinco vezes a Supercopa da Inglaterra (2007, 2008, 2010, 2011, 2013 e 2016), cinco vezes a Copa da Liga Inglesa (2005–06, 2008–09, 2009–10, 2016–17 e 2022–23), cinco vezes a Premier League (2006–07, 2007–08, 2008–09, 2010–11 e 2012–13) e a Europa Liga de 2016/2017), sob o comando de José Mourinho. Portanto, a esperança dos torcedores do United é ver o time voltando a
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Gestão Jim Ratcliffe faz sucesso em outros esportes
O conglomerado empresarial INEOS, empresa que fará o investimento no Manchester United é a mesma que administra outros dois times que estão muito bem em outras ligas no continente europeu. O Nice, da França, é o atual vice-líder da Ligue 1 e nos últimos anos vem fazendo campanhas sólidas dentro da competição. Outro exemplo é o Lausanne-Sport, clube que está na 7ª colocação do Campeonato Suíço. Partindo desse pressuposto, a expectativa sobre a era Ratcliffe em Old Trafford aumentam as esperanças do torcedor dos Red Devils de voltar a conquistar a Inglaterra.
Além do futebol, a empresa de Ratcliffe tem um terço das ações da equipe Mercedes da Fórmula 1. O conglomerado também investe em equipes de rugby, ciclismo e vela.



