Arma nada secreta de Amorim redime Manchester United e expõe vidraça de Slot no Liverpool
No maior clássico da Inglaterra, técnico português leva melhor sobre neerlandês em Anfield pela Premier League
No maior clássico da Inglaterra, o Manchester United superou as próprias adversidades para punir o Liverpool com uma vitória por 2 a 1, em Anfield, pela 8ª rodada da Premier League. E quem foi herói neste domingo (19) foi Harry Maguire, a arma nada secreta de Rúben Amorim.
No final da partida, o zagueiro foi para a grande área para tentar fazer a diferença em cobrança de escanteio. A sobra terminou com um novo cruzamento de Bruno Fernandes, que colocou na cabeça do inglês para balançar as redes.
Não é de hoje que o técnico português tem incentivado as subidas de Maguire em jogadas ensaiadas para buscar o gol. Já que o sistema ofensivo repleto de reforços milionários nem sempre dá conta do recado, sobra para o defensor dos Red Devils salvar o dia.
Manchester United supera grande fraqueza

Antes da bola rolar, o Manchester United estava apenas na segunda parte da tabela do campeonato. Entretanto, o time do treinador português é quem mais cria chances de gols na Premier League — mas a falta de eficiência na finalização justifica o início de temporada irregular.
Amorim já havia criticado publicamente o poder de decisão de seus jogadores, já que as oportunidades estavam aparecendo graças ao alto volume ofensivo. Diante dos Reds, os Red Devils finalmente transformaram suas principais oportunidades em gols.
Mais mortal no ataque, o Manchester United encerrou um jejum de 10 jogos consecutivos sem vencer o Liverpool na casa do rival — retrospecto de cinco empates e cinco derrotas. O último triunfo havia sido em janeiro de 2016.
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Liverpool sofre dos mesmos problemas

Por outro lado, os Reds chegaram a quarta derrota seguida em 2025/26 — a terceira na competição. Esse é o pior momento do técnico neerlandês à frente do Liverpool, que ainda não se encontrou após as contratações de peso da última janela de transferências.
Além da falta de entrosamento, os Reds seguem com muitos buracos em seu sistema defensivo. A recomposição tem sido um problema, assim como a fraqueza em se proteger nas bolas aéreas — muito bem exploradas pelos Reds Devils.
Já no ataque, o Liverpool empilhou chances perdidas. A capacidade de criação não está totalmente alinhada, mas, com o volume demonstrado em Anfield, os Reds poderiam ter saído até mesmo com a vitória caso tivessem caprichado nos arremates.
Como foi o clássico inglês?

Por incrível que pareça, o Manchester United fez um 1º tempo mais seguro do que o Liverpool mesmo jogando como visitante. E com um minuto de jogo, Alexis Mac Allister e Virgil Van Dijk se trombaram em uma disputa pelo alto no meio-campo e acabaram gerando o gol dos Red Devils.
Bruno Fernandes recebeu a sobra e percebeu Amad Diallo livre no lado direito. Bryan Mbeumo infiltrou a grande área e bateu na saída do goleiro dos Reds. Dali para frente, a equipe de Rúben Amorim conseguiu inibir a criação de jogadas perigosas do ataque de Arne Slot.
O Liverpool até conseguiu duas bolas na trave antes do intervalo — uma delas com Cody Gakpo cara a cara com Senne Lammens. Contudo, os donos da casa tiveram muitas dificuldades criativas diante do Manchester United — apostando sobretudo em cruzamentos, devido à falta de aproximação.
A etapa final ganhou um roteiro mais emocionante, com os Reds pressionando a defesa dos Red Devils em busca do empate. Apesar de povoar o último terço e acertar o poste mais uma vez, o Liverpool voltou a apresentar problemas lá na frente.

Após tanto insistir, o Liverpool chegou ao gol graças a suas substituições: Florian Wirtz serviu Federico Chiesa dentro da grande área. O chute cruzado encontrou Cody Gakpo dentro da pequena área para superar o arqueiro do Manchester United.
Só que os Red Devils rapidamente reassumiram a vantagem no placar com o já citado Harry Maguire. Na base do desespero, os Reds foram para o tudo ou nada, porém, os mesmos problemas impediram que algo mudasse até o apito final.



