Premier League

Esquecido no Liverpool vira herói em vitória com atuações contrastantes de novos reforços

Em jogo elétrico contra o Bournemouth, Chiesa sai do banco e decide em triunfo dos Reds

Nem Mohamed Salah e nem Florian Wirtz. O herói do Liverpool na estreia da Premier League foi um jogador contestado pela torcida e pouco utilizado por Arne Slot desde que chegou da Itália: Federico Chiesa.

Perto dos acréscimos do segundo tempo, quando os Reds empatavam por 2 a 2 com o Bournemouth, o atacante italiano, que havia acabado de sair do banco de reservas, acertou lindo chute na grande área e deu a vitória ao atual campeão inglês (4 a 2).

Um gol que pode, quem sabe, marcar o recomeço da trajetória de Chiesa em Anfield. Contratado por 12 milhões de euros junto à Juventus, o camisa 14 foi o patinho feio da temporada do Liverpool em 2024/25. Não agradou Slot e atuou em somente 14 jogos, sendo quatro como titular.

Ekitike e Wirtz: contraste entre os reforços do Liverpool

Reforços mais caros da história do Liverpool, Hugo Ekitike e Florian Wirtz estrearam de maneira bem diferente na Premier League. O atacante francês, que já havia marcado seu primeiro gol pelos Reds na Supercopa da Inglaterra, foi o melhor em campo contra o Bournemouth.

Comprado por 90 milhões de euros junto ao Eintracht Frankfurt, Ekitike anotou um tento e uma assistência — o primeiro francês a conseguir isso em uma estreia de Premier League —, e ajudou o Liverpool a derrotar os Cherries.

Além das participações diretas em gols, o camisa 22 mostrou entrosamento com os novos companheiros e esbanjou suas principais valências: senso de posicionamento, versatilidade e potência no arranque.

O mesmo, porém, não se pode dizer de Wirtz. Apagado e fora de sintonia, o ex-Bayer Leverkusen, que custou 125 milhões de euros (podendo chegar a 150) aos cofres dos Reds, perdeu duelos individuais, pecou nas tomadas de decisões e decepcionou em Anfield.

Ekitike marcou seu segundo gol pelo Liverpool
Ekitike marcou seu segundo gol pelo Liverpool (Foto: Imago)

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Liverpool deu a entender que seria uma vitória tranquila

Intenso, elétrico e imponente. O Liverpool começou o jogo à milhão e deu a entender que não teria grandes problemas para conquistar a vitória. O placar, no entanto, só foi inaugurado na reta final do primeiro tempo. Aos 36 minutos, Ekitike recebeu de Mac Allister, passou por Senesi e bateu rasteiro, deslocando Petrovic.

O Bournemouth conseguiu interromper as principais investidas dos donos da casa e até teve uma grande chance de gol, com Tavernier. Num lance de insistência, habilidade e sorte do atacante francês, porém, a equipe de Andoni Iraola acabou punida.

Se o gol demorou a sair na etapa inicial, no segundo tempo os Reds precisaram de três minutos para balançarem as redes. Acionado por Ekitike na área, Cody Gakpo fingiu o chute duas vezes e, na terceira, acertou o cantinho.

Semenyo resgata Cherries, mas Chiesa garante triunfo dos Reds

Apesar do duro golpe, os Cherries reagiram. Com 18′ no relógio, em contra-ataque mortal, Tyler Adams esticou para Brooks, que cruzou rasteiro. Semenyo antecipou os zagueiros, atacou a área e completou. Alisson nada pôde fazer.

E a remontada visitante não parou por aí. Em novo contra-ataque, Semenyo pegou a bola na própria intermediária, fez a arrancada até o outro lado do campo, entortou Konaté e chutou de canhota, no canto do goleiro brasileiro.

A alegria dos comandados de Iraola, entretanto, durou pouco. Chiesa saiu do banco para garantir os três pontos do Liverpool em finalização precisa após bate e rebate na área. E ainda deu tempo de Salah deixar sua marca. A lenda egípcia anotou o quarto dos Reds e deu números finais ao duelo.

Homenagens a Diogo Jota

Bandeiras e faixas em homenagem a Diogo Jota
Bandeiras e faixas em homenagem a Diogo Jota (Foto: Imago)

Diogo Jota e o irmão, André Silva, foram homenageados antes e durante a partida. Diversas camisas, bandeiras e faixas em alusão ao ex-atacante, podiam ser vistas nas arquibancadas de Anfield. Até mosaico teve. Presentes no estádio, a esposa de Jota, Rute Cardos, e os três filhos, também receberam o carinho do público.

No minuto de silêncio, a emoção tomou conta. Todos os presentes, inclusive os torcedores do Bournemouth, respeitaram o momento. E quando o relógio bateu 20 minutos, número usado pelo português durante a passagem pelo Liverpool, uma longa salva de palmas ecoou por Anfield.

Vítimas de um acidente de carro em Zamora, na Espanha, Diogo Jota e André Silva morreram no dia 3 de julho de 2025. O jogador dos Reds voltava para a Inglaterra quando um dos pneus da Lamborghini estourou e derrapou na pista.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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