Como brasileiro melhorou Chelsea em empate com Manchester City que ajuda rival
Blues buscaram o 1 a 1 no fim do jogo com Enzo Fernández e frustraram equipe de Guardiola
O Chelsea lutou até os 48 minutos do segundo tempo para conseguir sair com o empate no Etihad Stadium neste domingo (4). O Manchester City vencia a partida com gol solitário de Reijnders, mas Enzo Fernández, potencializado pela entrada de um brasileiro, tratou de colocar o 1 a 1 no placar pela 20ª rodada da Premier League.
A etapa inicial foi dominada pelos donos da casa contra um adversário comandado por um interino, Calum McFarlane, após a demissão de Enzo Maresca. No intervalo, porém, o jovem treinador teve sua assinatura ao surpreender tirando Estêvão do jogo e colocando Andrey Santos.
O ex-Vasco entrou como primeiro volante e corrigiu uma saída de bola problemática no primeiro tempo (que, inclusive, falhou no gol citizen). A entrada dele ainda moveu Enzo para a função de camisa 10, onde passou a ser decisivo ofensivamente.
O argentino criou uma gigante oportunidade para Pedro Neto, que a desperdiçou, e, nos últimos minutos, apareceu na segunda trave para igualar o placar.
Com o empate, o Chelsea ajudou o rival Arsenal, agora mais líder do que nunca com seis pontos de vantagem para o Manchester City.
Looking for an equaliser. ✊#CFC | #MCICHE pic.twitter.com/bWJpHImFis
— Chelsea FC (@ChelseaFC) January 4, 2026
Manchester City reforça ‘nova era’
O Manchester City viveu diversas eras com Guardiola desde 2016. Já foi o time de pontas bem característicos, como Sané e Sterling, dos falsos nove, com De Bruyne, Foden e Gundogan alternando na função, e mais recentemente o time de Haaland, um centroavante rápido e matador. Em 2025/26, há uma nova tendência, reforçada neste domingo.
Se considerar a posição de origem dos 11 titulares dos Citizens, sete deles são meio-campistas, mas atuando em diferentes funções: O’Reilly (lateral-esquerdo), Matheus Nunes (lateral-direito), Rodri (primeiro volante), Foden (camisa 10), Cherki (meia à direita), Reijnders (meia à esquerda) e Bernardo Silva (ponta direita).
Essa nova “era dos meio-campistas” no Etihad Stadium tem colhido resultados recentemente com a seca de gols dos pontas Doku (sem marcar pelo Campeonato Inglês desde novembro de 2025) e Savinho (último gol pela PL em dezembro de 2024).
Contra os Blues neste domingo, o meia Reijnders abriu o placar aos 41 minutos do primeiro tempo em bela batida de canhota. É o terceiro gol dele nos últimos quatro jogos. Cherki e Foden também marcaram alguns gols no recorte recente e compensam a dependência de Erling Haaland.
Probably shouldn't call it his 'weak' foot 🤷♂️ pic.twitter.com/lTqNx9mv43
— Manchester City (@ManCity) January 4, 2026
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Manchester City impõe ritmo apenas no fim do 1º tempo
Foi meia hora de pouco futebol no Etihad Stadium. A fotografia desse período era clara, com o mandante dominando a bola, em uma formação próxima de um 3-1-6, sem encontrar espaços, enquanto os Blues, que praticamente não atacavam, se fechavam em duas linhas de quatro mais João Pedro e Palmer.
O Chelsea só finalizou uma vez em toda etapa inicial, tentativa de Estêvão bloqueada por Gvardiol na medida em batida que poderia ter terminado em gol após contra-ataque puxado por Pedro Neto na esquerda.
Os Citizens quase marcaram com Foden na sequência desse lance do brasileiro, mas passaram o rolo compressor mesmo após os 30, acumulando cinco chances. Além do gol, a equipe quase marcou quando Haaland exigiu defesa de Jorgensen em chute desviado e depois quando carimbou a trave. Bernardo Silva ainda quase fez um golaço após colocar Gusto para dançar, porém, isolou no chute.

Chelsea melhora com Andrey Santos e merece empate
Em três minutos da etapa final, os Blues já pisaram mais na área do que em todo primeiro tempo, ambas em contra-ataque. Na primeira, Pedro Neto cruzou com desvio para Donnarumma trabalhar, enquanto, na sequência, Enzo fez bonito dominando com um giro e tocou para o próprio ponta português isolar uma grande chance na marca do pênalti. Aos 26, Delap, outro que veio do banco, chutou em cima do arqueiro italiano.
O City fez 45 minutos abaixo, sem respostas à melhora do adversário. Nos minutos finais, em ataques rápidos, dava na cara que conseguiria ampliar, mas falhou nos passes decisivos que poderiam gerar oportunidades de gol e ainda sofreu o gol chorado do meia argentino.



