Treinos confusos e jogadores isolados: O que está por trás de fracasso de técnico da Premier League
Treinador português soma apenas duas vitórias em 15 jogos e afunda seu clube na zona de rebaixamento
Afundado na zona de rebaixamento da Premier League, o West Ham conseguiu o que parecia impossível: agravar ainda mais a sua crise, com uma derrota por 3 a 0 para o lanterna Wolverhampton — que não havia vencido um jogo sequer na competição até então.
Um resultado tão humilhante, que levou o técnico Nuno Espírito Santo a admitir que sentia vergonha da atuação de sua equipe. E mais do que isso.
O atropelo sofrido para uma equipe que somava apenas três pontos em 19 jogos anteriores jogou luz aos (muitos) problemas internos do treinador no West Ham.
À espera de reforços para dar a volta por cima na tabela, o técnico português vê o vestiário que comanda ruir, com reclamações e insatisfação dos jogadores.
Treinos confusos e jogadores confusos: técnico perde o vestiário
Após deixar o Nottingham Forest em setembro com apenas três jogos nesta temporada, Nuno Espírito Santo não tardou a se recolocar no mercado. No mesmo mês, ele foi anunciado pelo West Ham para substituir Graham Potter.
Não é exagero dizer que o trabalho do treinador até agora é desastroso. O português soma apenas duas vitórias em 15 jogos, e são nove partidas seguidas sem conseguir vencer.
Os resultados tão ruins são frutos de uma série de problemas enfrentados e causados pelo próprio técnico no dia a dia de trabalhos no West Ham.
De acordo com o “The Guardian”, muitos jogadores acham os treinos e a metodologia de trabalho de Nuno Espírito Santo “confusos”. O relato é de que o treinador tem dificuldades de comunicação com seu elenco e mal conversa com a maioria dos atletas. Com alguns, aliás, ele nunca teve uma interação sequer.
As fontes consultadas pela publicação afirmam que o elenco questiona algumas decisões técnicas e táticas do treinador. Há críticas às substituições do treinador e também à escalação de jogadores fora de posição.
Apesar disso, a diretoria do West Ham reluta em fazer uma nova mudança de comando em meio a uma temporada desastrosa. O clube tenta respaldar o treinador com contratações para sair da crise.
Os Hammers estão prestes a anunciar a contratação dos atacantes Pablo Felipe, destaque do Gil Vicente, em Portugal, e Taty Castellanos, da Lazio. O clube também trabalha para definir a chegada de Adama Traoré, do Fulham e que já trabalhou com Nuno Espírito Santos.
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Derrota para o lanterna causa incômodo e até vergonha
Este cenário nebuloso e caótico veio à tona logo após a derrota para os Wolves. O técnico português garantiu que não pensa em deixar o cargo e que dirige o seu foco total às mudanças que precisa fazer para recuperar o West Ham.
— Não é sobre o meu futuro. É sobre como a gente pode sair dessa situação. Como podemos melhorar e buscar os resultados que nos farão subir na tabela. É com isso que estamos preocupados agora. É o momento de refletir, conversar entre nós e ver se somos fortes o suficiente para solucionar os problemas — disse o treinador após a partida.

A atuação fora de casa foi tão ruim, que o comandante admitiu que estava envergonhado com o que seus jogadores produziram. O português chegou a pedir desculpas aos torcedores do West Ham que viajaram até Wolverhampton para acompanhar o a partida.
— Eu não me lembro de um dia em que eu tenha me sentido tão mal à beira do campo quanto hoje (sábado, 3 de janeiro). Eu tenho que pedir desculpas aos torcedores. Para os que viajaram, foi vergonhoso. Não tem muito o que eu possa dizer, além de que sentimos muito. Pedimos desculpa, porque o que a gente mostrou não foi bom o suficiente. Foi o pior desempenho que tivemos — completou.
Muito pressionado, Nuno Espírito Santo tem obrigação de fazer o West Ham mostrar reação já no próximo compromisso, em um duelo direto que serve também de reencontro com seu ex-clube.
Os Hammers recebem o Nottingham Forest nesta terça-feira (6), às 17h (horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Londres, pela Premier League. O Forest é o primeiro time fora da zona da degola, com 18 pontos — quatro a mais que o West ham.



