Inglaterra

Por que Liverpool priorizou Slot ao invés de De Zerbi ou Amorim para vaga de Klopp?

Técnico do Feyenoord se tornou o favorito para assumir o Liverpool por priorizar um estilo de jogo semelhante ao de Jürgen Klopp

Desde que Jürgen Klopp anunciou que estaria de saída do seu cargo de técnico, em janeiro deste ano, a diretoria do Liverpool passou a se mexer incansavelmente para encontrar um novo nome à altura do alemão, que deixará o clube após 9 anos, e com títulos importantes como a Premier League e uma Champions League.

Para montar um plano ideal para as próximas temporadas também em relação a contratações, o clube foi buscar Michael Edwards novamente para ser o chefe do departamento de futebol, e também Richard Hughes, ex-Bournemouth, como diretor esportivo. A primeira missão da dupla foi encontrar um treinador para substituir Klopp, mas já em um esquema pré-estabelecido.

– O grande ponto para escolher o novo técnico foi utilizar um modelo de dados do clube para avaliar quais candidatos se adaptariam melhor ao Liverpool. Não há outro Klopp, então passaram a procurar um técnico jovem e com potencial, mas já prontos para dar um passo seguinte na carreira – disse James Pearce, jornalista do The Athletic, ao jornal Marca.

Três primeiros nomes foram descartados

O modelo de ciência de dados apontou alguns nomes, e através deles, os novos diretores passaram a ver o que seria melhor. Entretanto, o plano A precisou ser descartado, e uma nova pesquisa precisou ser realizada.

– Xabi Alonso, Rúben Amorim e Roberto De Zerbi foram os primeiros nomes da lista, mas já de imediato descartaram o italiano. Alonso, o preferido, anunciou que ficaria na Bundesliga, e aí começaram a procurar mais opções – afirmou Ian Doyle, correspondente do jornal Liverpool Echo.

– Com Amorim perceberam que seu estilo iria requerer uma revisão completa no plantel. Por isso focaram em Slot. O jogo dele é similar ao de Klopp, e assim não teriam de mudar a equipe toda no mercado de transferências. Queriam um técnico cuja forma de jogar e de gerir fosse estreitamente parecida com a de Klopp, mas não queriam alguém idêntico a ele – completou.

Por que Slot?

Para contar com ele, o Liverpool terá de pagar uma multa rescisória de aproximadamente 9 milhões de euros para o clube holandês. Slot já deixou publicamente claro que gostaria de dar esse passo na carreira. Doyle vê o holandês de 45 anos como o nome ideal, até mesmo por conta da estrutura já existente no próprio Liverpool.

– A vantagem de Slot é que parecer ter muitas das qualidades que Klopp também tem. Nas categorias de base do Liverpool, todos os times jogam da mesma maneira. Por isso que causam um impacto imediato quando sobem para o time profissional. Um treinador com outro estilo poderia afetar isso em vários níveis, e até mesmo nas categorias de base. Por isso, a prioridade era trazer um técnico que aproveitasse ao máximo o elenco atual, mesmo tendo caras novas. Acho que não terão grandes mudanças com Slot.

Apoio de ídolos atuais e antigos

O nome de Slot passou a ganhar cada vez mais corpo no próprio elenco do Liverpool. Perguntado sobre, o compatriota Virgil Van Dijk se mostrou contente com a possibilidade do Liverpool contratar o técnico do Feyenoord. O nome dele, inclusive, conta com o apoio do próprio Jürgen Klopp.

– Eu gostaria muito que o Arne aceitasse o cargo. Eu gosto do estilo de seus times e tudo o que escuto dele é que é uma boa pessoa e um bom treinador.

Além do time atual, outro ex-jogador do Liverpool e ídolo do Feyenoord também é favorável à ida de Slot ao Liverpool. Em entrevista ao site The Athletic, Dirk Kuyt afirmou que mesmo sendo parecido com Klopp, o treinador holandês também possui suas particularidades.

– Ele tem o seu próprio estilo, visão de jogo e não copia ninguém. Sabe exatamente o que quer e acredita no estilo dele. Taticamente é muito forte, e o estilo é atraente e ofensivo. Ele gosta de jogar com uma defesa agressiva, de alta intensidade. É diferente do Klopp, mesmo que muitos dos princípios sejam os mesmos.

Foto de Vanderson Pimentel

Vanderson Pimentel

Jornalista formado em 2013, e apaixonado por futebol desde a infância. Em redações, também passou por Estadão e UOL.
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