Inglaterra

Olheiro especial e parceria com São Paulo: O plano ambicioso de Marinakis no Brasil

Dono do Nottingham Forest, empresário grego prioriza futebol brasileiro no mercado sul-americano

Sensação da atual edição da Premier League, o Nottingham Forest tem como forte sua política de contratações. Quando comprou Murillo, do Corinthians, por apenas 12 milhões de euros em 2023, o clube provou que havia talento na América do Sul capaz de se adaptar imediatamente ao futebol inglês.

Evangelos Marinakis, proprietário do Forest, deseja não só manter, mas ampliar essa estratégia. Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, o empresário grego quer intensificar os investimentos no mercado sul-americano, sobretudo o brasileiro, nos próximos anos. A ideia é atrair cada vez mais jovens talentos para a Europa.

O Forest possui seis jogadores sul-americanos no elenco principal: os brasileiros Murillo, Danilo, Morato e Carlos Miguel, o argentino Nicolas Dominguez e o paraguaio Ramon Sosa. E, ao que tudo indica, isso é só o começo.

O plano de Marinakis

Marinakis durante jogo do Nottingham Forest
Marinakis durante jogo do Nottingham Forest (Foto: Imago)

A prova mais recente do afinco de Marinakis pelo futebol sul-americano foi a contratação de Pedro Ferreira, ex-diretor de scout do Benfica. O português agora é o responsável pelos olheiros do Forest. 

Pedro é considerado um especialista no futebol sul-americano, e a sua contratação pelo time inglês foi bastante sentida pelos Encarnados, dado o longo sucesso do gigante português na identificação e contratação de talentos no continente em questão. 

O plano “provisório” do magnata grego consiste em aplicar os recursos com a ajuda de Edu Gaspar (ex-dirigente do Arsenal), George Syrianos (diretor técnico do Forest) e Pedro Ferreira. 

Comprar uma participação majoritária em um clube brasileiro estaria entre as ideias de Marinakis. No final do ano passado, o bilionário foi ligado a uma possível aquisição do Vasco, coisa que, até o momento, não se concretizou. 

O “Daily Mail”, porém, destaca que ele pode acabar optando por obter fatia de uma equipe fora da primeira divisão e desenvolver uma boa categoria de base, capaz de “abastecer” seus times na Europa. Além do Forest, o empresário também é dono do Olympiacos, da Grécia, e do Rio Ave, de Portugal. 

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Brasil é prioridade para Marinakis

Murillo e Danilo antes de jogo do Nottingham Forest
Murillo e Danilo antes de jogo do Nottingham Forest (Foto: Imago)

O Forest não é o único clube inglês atento ao mercado brasileiro. O Wolverhampton, por exemplo, ostenta uma excelente rede de olheiros no país. Não à toa, comprou os volantes João Gomes e André por um total de 40,7 milhões de euros. 

Mais recentemente, em janeiro de 2025, o zagueiro Vitor Reis, de 19 anos, deixou o Palmeiras para se juntar ao Manchester City por 37 milhões de euros. 

Essa “tendência brasileira” no mercado sul-americano, com boa parte desses jogadores se provando rapidamente na Premier League, tem fascinado Marinakis. O bilionário também almeja investir em angariar talentos na Argentina e no Equador, mas o Brasil é a “menina dos olhos” e a grande prioridade do grego

— Preços pagos por jogadores como Murillo e João Gomes logo serão coisa do passado. O campeonato brasileiro é confortavelmente o mais rico da América do Sul, e seus clubes mais poderosos podem se dar ao luxo de exibir suas forças — destaca o “Daily Mail”.

O periódico ainda cita Edu Gaspar como o homem pronto “para assumir um papel global em todo o império Marinakis”. E as excelentes ligações do ex-diretor do Arsenal em sua terra natal certamente ajudarão o magnata a buscar nomes interessantes no futebol brasileiro. 

Parceria com o São Paulo

Segundo apuração da Trivela, Evangelos Marinakis está prestes a fechar uma parceria com o São Paulo para investimentos nas categorias de base do clube. As negociações entre as duas partes avançaram bem nas últimas semanas, e o presidente Julio Casares discute com o grego os últimos detalhes do acordo.

Com tal parceria, o Tricolor Paulista visa melhorar a capacidade de investimento para contratar promessas e qualificar ainda mais sua base. Caso feche negócio com o clube do Morumbi, o empresário seria o responsável por isso, e em troca receberia percentuais de futuras negociações das joias são-paulinas.

— O que estamos visualizando é um acordo operacional com “revenue share”, que é o investidor colocar dinheiro e também participar. O mais importante é você entender que no atual quadro já tem participação de empresário, que é legítima, mas os clubes que formam precisam ter uma participação maior — disse Casares, em entrevista no início do ano.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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