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O jogo foi divertido, mas o empate com o City ficou ruim para o Arsenal

O encaixe entre duas equipes ofensivas e que gostam de propor jogo era motivo suficiente para esperar um duelo movimentado entre Arsenal e Manchester City. Com muitos erros defensivos, foi o que aconteceu no Emirates Stadium. Já haviam saído três gols antes do intervalo, com vantagem para o time de Guardiola, mas os donos da casa conseguiram empatar no segundo tempo: 2 a 2. Menos mal. O pontinho conquistado já não foi o ideal para os Gunners. Uma derrota seria muito pior.

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Não apenas porque o Arsenal jogava em casa, ou por causa da tabela, mas o momento exigia uma demonstração de força. Entre protestos pela saída de Arsène Wenger, o clube venceu três dos últimos dez jogos e apenas um pela Premier League: Hull City, 18º colocado, em casa. Os outros dois triunfos vieram na Copa da Inglaterra, contra o Sutton United e o Lincoln City, ambos da quinta divisão.

Tem, também, a tabela. O Arsenal é sexto colocado, com 51 pontos em 28 jogos; o Manchester United tem 53 pontos em 28 jogos; o City tem 58 pontos em 29 jogos; e o Liverpool, 59 pontos em 30 jogos. Em que pese que uma das partidas atrasadas é entre United e City, o sexto lugar é a posição real dos Gunners, e a classificação para disputar a 19ª Champions League seguida está longe de ser uma certeza.

E o Arsenal não fez uma boa partida. Frágil na defesa, não conseguiu ficar com a bola e exigiu apenas uma intervenção de Caballero. Aos 5 minutos, já estava atrás no placar. De Bruyne foi inteligente para se conectar com Sané, mas seu passe não foi rápido, nem muito preciso. Pingou no círculo central e não pareceu um lançamento. Mas havia tanto espaço que o alemão teve que tocar na bola pela primeira vez apenas na entrada da área, depois de vencer Bellerín na corrida. Driblou Ospina e marcou um belo gol.

O placar foi aberto tão rápido que o Arsenal mal teve tempo de aproveitar o mais novo experimento do professor Guardiola. Jesús Navas foi lateral-direito em Londres e deu duas entradas duras antes dos dez minutos. Seu negócio, afinal, sempre foi correr, não desarmar. Levou amarelo por uma delas. Apesar da improvisação, quem estava muitíssimo aberto era o anfitrião. O City quase ampliou com De Bruyne, que acertou a trave. David Silva pegou o rebote, e Ospina defendeu bem.

Ainda era bem fácil causar arrepios na torcida do Arsenal. Bastava o Manchester City ir à frente com três ou quatro jogadores para levar perigo. Mas, pouco a pouco, os Gunners foram tomando o controle da partida, embora a única defesa que Caballero precisou fazer foi em um chute de Özil. Aos 40 minutos, uma bobeada da defesa permitiu o empate. Otamendi afastou com uma cabeçada curta o rebote de um cruzamento, e a linha defensiva do City avançou. Mas Mustafi mandou de volta para a área, e Clichy se viu rodeado por três adversários. Walcott dominou, ganhou do ex-companheiro de equipe e empatou.

Foi um gol meio feio, mas valeu. O empate já era lucro para o Arsenal. Durou muito pouco tempo. Dois minutos depois, De Bruyne, entre quatro marcadores, tabelou com Sterling e entrou na área. Ninguém acompanhou. Sorte que a retribuição ficou curta, e Koscielny cortou. Silva recolheu no semi-círculo, completamente livre. Ficou Nacho Monreal, sozinho, contra o espanhol e Agüero, que por acaso também estava completamente livre. Adivinha o que aconteceu? Silva soltou com Agüero, que bateu cruzado e voltou a colocar o Manchester City em vantagem.

 

O Arsenal conseguiu voltar à partida rapidamente no começo do segundo tempo, com de Mustafi, que teve muito espaço para subir e cabecear da entrada da pequena área. Os gols, porém, estavam esgotados. O resto do jogo foi uma correria sem fim, muito bem simbolizada pelo duelo entre Sané e Bellerín, dois velocistas. De chance real, houve apenas uma tentativa de Fernandinho, bem defendida por Ospina, mas o placar já estava definido.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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