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O Coutinho decisivo reaparece, e Liverpool vence o clássico contra o Everton

Alguns jogadores vão para a seleção e nunca mais jogam bem. Outros sofrem lesões. Um terceiro grupo – menor, é verdade – ganha confiança pelas boas atuações ao lado de compatriotas e retorna ao seu clube em melhor forma. É o caso de Philippe Coutinho. O meia estava em um excelente momento antes de se machucar, em dezembro. Recuperou-se fisicamente, mas retornou fora de ritmo, errando muito. No entanto, depois de duas excelentes partidas sob o comando de Tite, foi decisivo como em seus melhores momentos na vitória por 3 a 1 do Liverpool sobre o Everton, neste sábado.

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Foram três pontos importantes para o time de Jürgen Klopp, não apenas para manter a supremacia sobre o rival da cidade – o Everton não derrota o Liverpool desde 2010 e, em Anfield, desde 1999 -, mas também na briga por vaga na próxima Champions League. O Liverpool assistirá ao duelo entre Manchester City e Arsenal, no próximo domingo, na terceira posição, com 59 pontos e 30 jogos. Os Citizens têm 57 pontos e 28 partidas, e os Gooners, 50 pontos e 27 partidas (nota do redator: a tabela da Premier League está uma bagunça).

Tanto Klopp quanto Koeman precisaram lidar com desfalques no dérbi. O alemão não teve o capitão Jordan Henderson e Adam Lallana, enquanto o holandês não pode contar com Coleman, Funes Mori e Schneiderlin, todos machucados. O trio ofensivo vermelho, no entanto, esteve completo em campo e, aos 8 minutos, foi letal. Mané tabelou com Firmino no meio-campo, Coutinho puxou a marcação e abriu espaço para o senegalês bater cruzado, rasteiro, de canhota, da entrada da área.

Graças aos desfalques, Matthew Pennington, 22 anos, ganhou sua primeira chance nesta edição da Premier League e foi personagem, para o bem e para o mal. Aos 28 minutos, aproveitou uma já tradicional bobeada da defesa do Liverpool e completou desvio de Jagielka, na primeira trave, para empatar a partida. Logo em seguida, porém, foi iludido por Coutinho. O brasileiro avançou a partir da intermediária, tirou Gueye com um drible curto e entrou na área. Pennington não sabia ao certo o que fazer e, entre ir de um lado para o outro, também levou a finta e assistiu ao chute colocado do camisa 10, no ângulo de Joel Robles. Golaço.

 

O clássico continuou travado no segundo tempo. Houve poucas oportunidades para os dois lados. Os homens de vermelho deram seis chutes a gol, quatro certos, e cometeram 18 faltas, número altíssimo para a Premier League. Os de azul finalizaram cinco vezes, apenas duas vezes no alvo. No meio do lá e cá, Mané saiu machucado, aos 12 minutos do segundo tempo. Entrou Origi. Três minutos depois, Coutinho recuperou a bola pela lateral esquerda, deu outro drible em Gueye e soltou com o belga, que acertou um belo chute de fora da área para matar a partida.

 

Depois de um terrível mês de janeiro, o Liverpool somou a quarta vitória em seis rodadas do Campeonato Inglês e arrefeceu a ótima sequência do Everton, que havia perdido apenas para o Tottenham em seus últimos  12 jogos pela liga. Os Reds têm uma tabela convidativa até o fim da temporada: não enfrenta mais nenhum dos sete primeiros. No entanto, têm se dado melhor contra eles do que contra equipes que brigam na parte de baixo da tabela. Para chegar à próxima Champions League, precisa reverter essa lógica.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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