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O Bournemouth terminou de afundar o United para reforçar seu momento dos sonhos

Chegar à primeira divisão inglesa e evitar o rebaixamento imediato de volta à segundona não é missão simples, sobretudo nos últimos anos, em que a liga tem se fortalecido financeiramente e, consequentemente, tecnicamente. A concorrência para se manter na elite é altíssima, com tantas boas equipes. A situação é especialmente complicada para uma equipe como o Bournemouth, que disputa em 2015/16 sua primeira temporada na Premier League. O começo não foi nada fácil, mas o momento fantástico dos Cherries dá indício de que é possível sonhar com a permanência para a próxima campanha. A vitória por 2 a 1 sobre o Manchester United foi o mais recente episódio desta fase positiva do time de Eddie Howe.

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Os Red Devils vivem péssimo momento, apesar do que os três pontos de distância para o líder City possam sugerir. Há algumas semanas, o futebol apresentado pelo time de Van Gaal tem sido insípido, resultando, por exemplo, na eliminação precoce da Champions League, ainda na fase de grupos, no meio da semana. Para o duelo deste sábado contra o Bournemouth, a equipe ainda estava repleta de desfalques.

Com uma zaga remendada, contando com Varela e o garoto Borthwick-Jackson, estreante, nas laterais, e McNair e Blind pelo meio, nem mesmo a defesa, que podia ser considerada o contraponto à fase ruim do clube, se salvou. Em dois lances de escanteio, o Bournemouth fez seus gols. O primeiro foi de Stanislas, olímpico, logo no início da partida. Fellaini empatou aos 24 minutos, mas King, ex-United, aos nove do segundo tempo, fez o gol que deu números finais ao jogo.

O gol olímpico de Stanislas:

Como de costume, o Manchester United teve mais posse de bola que seu adversário, porém, mais uma vez, de maneira estéril. Não fazia nada com a bola e não criava chances perigosas de gol. O Bournemouth, por sua vez, era muito mais objetivo, seus passes tinham mais propósito, e os donos da casa foram claramente melhores que os Red Devils.

Mais do que um United decepcionante, o duelo mostrou um Bournemouth embalado, que começa a sair do buraco em que estava na zona de rebaixamento e a dar esperança a seu torcedor de que a permanência é possível. Na semana passada, também se aproveitando de má fase de um gigante do futebol inglês, o time foi até o Stamford Bridge e bateu o Chelsea por 1 a 0. Na rodada anterior à do confronto em Londres, o time buscou um empate espetacular contra o Everton por 3 a 3, fazendo seu último gol aos 52 minutos do segundo tempo.

Eddie Howe, técnico de apenas 38 anos, está sob os holofotes como nunca esteve em sua curtíssima carreira. Sem medo de buscar resultados, vistas as alterações que fez no duelo contra o Everton ainda no intervalo, colocando jogadores ofensivos para sair de um prejuízo de dois gols de desvantagem, o treinador ganha agora também embalo pelos resultados impressionantes das últimas três rodadas. Antes da sequência, havia somado apenas nove pontos em 13 rodadas e era o vice-lanterna. Agora, na 14ª colocação, com 16 pontos, já deixou até o Chelsea para trás e não pretende parar por aqui.

Se, por um lado, a irregularidade dos grandes passa a impressão de que o nível do campeonato atual possa estar baixo, ela também impulsiona histórias interessantes dos menores, como a do Leicester, que, com um jogo a menos, lidera ao lado do City. Ainda que na parte de baixo da tabela, será interessante acompanhar também a luta do bravo Bournemouth.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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