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Só a manchete não dá conta de explicar o quão insano foi Bournemouth 3×3 Everton

Bournemouth e Everton levaram ao pé da letra a máxima de que “o jogo só acaba quando o árbitro apita”. Após abrir 2 a 0 ainda no primeiro tempo, os Toffees viram os donos da casa buscar um empate improvável nos minutos finais. Ainda assim, conseguiram retomar a frente no placar nos acréscimos, mas acabaram frustrados por um gol de Stanislas que deu números finais aos 53 minutos do segundo tempo: 3 a 3. Um final de jogo tão eletrizante que manchete alguma daria conta de apreender a intensidade dos minutos derradeiros em sua totalidade. Forte candidato a mais emocionante da temporada na Premier League, competindo com o próprio Everton 6×2 Sunderland.

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O time de Roberto Martínez vinha de um bom momento. Quando abriu 2 a 0, com gols de Ramiro Funes Mori e Lukaku, conseguia ali sua terceira vitória nas últimas quatro rodadas. O triunfo garantia aos Toffees o protagonismo na narrativa do jogo, reforçado pelo grande momento do atacante belga, autor de oito gols nos últimos nove jogos na Premier League. Mas o Bournemouth, apesar de sua má fase, não estava disposto a se dar por vencido tão facilmente.

Após o intervalo, o técnico Eddie Howe justificou o rótulo que técnicos jovens têm de serem mais destemidos. O comandante de apenas 37 anos promoveu duas mudanças, colocando Alsopp e Smith no início da segunda etapa e mandou o time para a frente. O objetivo era o empate. Aos 35 minutos do segundo tempo, Smith, um dos reservas que haviam entrado em campo, conseguiu diminuir para 2 a 1 com um golaço. Após escanteio, pegou a sobra e teve tempo de se ajeitar para pegar da melhor maneira na bola, mandando-a no ângulo superior direito de Howard, que nada pôde fazer.

O Bournemouth manteve a perseguição ao empate e, apenas sete minutos após o primeiro gol, conseguiu o impressionante empate. Tudo começou com um tiro livre batido com pressa, a bola chegou até King, que cruzou para Stanislas completar e fazer 2 a 2.

Os donos da casa haviam conseguido o que dez minutos antes parecia impossível, mas a luta estava longe de acabar. Aos 50 minutos do segundo tempo, no suposto último lance da partida, conseguiu colocar o Everton mais uma vez à frente. Tendo saído à frente no placar, aberto 2 a 0 de vantagem e sofrido o empate, a torcida dos Toffees ficou maluca. Houve invasão de campo, e a comemoração do então tento da vitória durou algum tempo. Em consequência, o árbitro resolveu acrescentar mais minutos ao jogo.

O gol e a comemoração da torcida do Everton:

E ironicamente foi a demorada celebração do Everton que possibilitou a reviravolta derradeira de um dos jogos mais eletrizantes da temporada inglesa. Aos 53 minutos do segundo tempo, Stanislas, de novo, foi às redes, fechando o placar em 3 a 3 com uma cabeçada após cruzamento preciso de Daniels.

O resultado conferiu ao Bournemouth apenas um ponto, pouco para um time que está na zona de rebaixamento, na 18ª colocação, e que conseguiu apenas outros nove nas 13 rodadas anteriores à do jogo deste sábado. Entretanto, o valor do ponto vai muito além de sua representação para a equipe na tabela. A briga para evitar o retorno à segundona logo na primeira temporada na elite será difícil e pode durar até maio de 2016. Entretanto, se os novatos precisavam de um divisor de águas para tentar dar início a uma reação marcante, este empate arrebatador pode ter sido ele.

O gol de Stanislas que definiu o 3 a 3:

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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