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Quem viu o Everton implodir o Sunderland podia pensar que ali estava o melhor time do mundo

Em uma rodada de domingo, sem tantos atrativos, o Everton tratou de se tornar o centro das atenções. Os Toffees tiveram uma atuação magnífica em Goodison Park, para golear o Sunderland por 6 a 2 pela Premier League. Tudo bem que os Black Cats não são muito parâmetro, diante da péssima temporada que fazem. Mas os visitantes encararam os anfitriões em Liverpool, dando o azar de ainda acertarem duas bolas na trave quando o placar estava zerado. Mas não dava para competir com o time de Roberto Martínez nesta tarde, ainda mais com tantos problemas na defesa. O Everton reproduziu tudo aquilo que se cobra de um time ofensivo, com intensidade, velocidade, toque de bola e categoria. Golearam, inspirados pela classe do quarteto formado por Lukaku, Arouna Koné, Ross Barkley e Deulofeu.

Sob o comando de Sam Allardyce, o Sunderland começa a ganhar consistência na temporada. Vinha motivado, após atropelar o Newcastle no clássico, e começou o jogo melhor em Goodison Park. Em apenas 15 minutos, Adam Johnson e Patrick van Aanholt carimbaram a trave de Tim Howard. A chacoalhada que o Everton precisava para ser mais efetivo. Os Toffees já trabalhavam muito bem a bola, de maneira direta, e passaram a criar mais. Voando nas pontas, Deulofeu marcou o primeiro após grande enfiada de Arouna Koné. E o marfinense tabelou com Lukaku para fazer bonito tento no segundo, aos 30.

O Sunderland voltou para o jogo nos acréscimos do primeiro tempo, com um golaço de Defoe, que chapelou a marcação e soltou a bomba. E logo na volta do intervalo, Steven Fletcher apareceu para empatar. Mas não dava para mexer com o Everton. Em 20 minutos, o time de Roberto Martínez marcou quatro gols e desandou na goleada. Coates fez contra para retomar a vantagem. O quarto veio com enfiada sensacional de Deulofeu, que deixou Lukaku na cara do gol para driblar Pantilimon. A ótima jogada coletiva terminou com Koné arrematando o quinto. E, por fim, o marfinense fez o quinto após cruzamento de trivela cheio de categoria de Lukaku. Um show.

Até dava para o Sunderland fazer o terceiro, mas parou em Howard. E os números mostram os esforços dos Black Cats, que finalizaram uma vez a mais que o Everton (16 a 15), mas não tiveram a mesma precisão. Enquanto isso, os Toffees deram 686 passes, em ritmo ditado pelo ótimo Ross Barkley. Prova do trabalho coletivo que Roberto Martínez realiza no clube, mas que nem sempre consegue os melhores resultados. Com a complacência da defesa do Sunderland, lenta e com sérios problemas de ocupação de espaços, o time da casa não perdoou.

Com os três pontos, o Everton sobe ao oitavo lugar, depois de três rodadas sem vencer. Uma posição ainda aquém do potencial do time, mas que é compreensível diante do equilíbrio entre os médios na Premier League deste ano. Já o Sunderland permanece na zona de rebaixamento, a dois pontos de sair. O placar, é lógico, está distante daquilo que os Black Cats queriam, mas dá para tirar méritos da forma como o time atuou. No final das contas, o Goodison Park recebeu um jogo espetacular pelo ímpeto ofensivo visto dos dois lados.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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