O amor sem limites de um pai fez um torcedor do City tatuar o escudo do United
O torcedor cultiva um amor gigante e irracional pelo seu clube, que desconhece limites. Às vezes, causa até lamentáveis exageros, como brigas entre torcidas, mas em geral é um sentimento puro e intenso como poucos. Mas nem isso se compara ao que um pai sente por um filho. Maior prova disso é a história Mark Pinder, fã do Manchester City desde os 14 anos que tatuou um escudo do Manchester United na perna em homenagem ao filho, que sofre de uma doença chamada Distrofia Muscular de Duchene.
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Kirk tem 12 anos e vê os seus músculos perderem força progressivamente. Está confinado a uma cadeira de rodas e em breve terá que inserir barras de ferro na espinha para conseguir ficar ereto. A sua expectativa de vida não é muito alta. “Tudo que você pode fazer é ver o seu filho deteriorar na sua frente”, afirmou Mark ao Manchester Evening News. “Quando ele foi diagnosticado, eu enterrei a minha cabeça na areia por alguns anos, mas eu achei que era hora de fazer alguma coisa”.
Diferente de outras ações parecidas, ele não prometeu a tatuagem para ajudar a pagar o tratamento do filho. Sua atitude é ainda mais nobre porque as £ 10 mil libras que arrecadou serão destinadas a uma instituição chamada Duchene Now, que cuida de pacientes com essa doença e realiza pesquisas que tentam encontrar uma cura para ela. Ele contou com o apoio do Manchester City, que ajudou a leiloar uma luva do boxeador Ricky Hatton e um livro com o seu autógrafo.
A tatuagem foi realizada de graça em um estúdio por um artista que se sensibilizou com a causa de Mark, que agora tem um escudo do Manchester United na perna para combinar com o do Manchester City que ele havia tatuado, por vontade própria, em um dos seus braços. “Estou feliz com a tatuagem porque ela me lembra todo o dinheiro que eu levantei. Eu pensei que seria algo muito grande, mas agora não ligo muito para isso. Foi louco ver toda a comunidade se reunir por trás disso”, afirmou.
Mark sabe que o dinheiro que levantou dificilmente resolverá o problema do seu filho, mesmo que a instituição um dia descubra a cura para essa doença degenerativa. Mas ele também sabia precisava fazer alguma coisa, mesmo que fosse simbólica, para apoiá-lo. Foi nesse momento que decidiu, ou meramente percebeu, que o amor pela sua criança era ainda maior do que o que ele sentia pelo seu clube.
A meta já foi alcançada, mas você ainda pode doar dinheiro para a causa de Mark clicando aqui.



