Inglaterra

O amor de Fàbregas pelo Arsenal parece não ter limites

Há muita demagogia na relação de um jogador com o seu ex-clube. Dependendo da identificação, alguns não comemoram os gols que marcam no time pelo qual passaram, mas às vezes esse sentimento muda rapidamente. Outros fazem juras de amor e três jogos depois estão beijando outro escudo. A ligação de Cesc Fàbregas com o Arsenal, porém, parece ser forte e genuína.

Em um chat com os torcedores no Facebook oficial do Barcelona, perguntaram ao meia qual o momento da sua carreira ele nunca vai esquecer. Fàbregas foi campeão mundial por clube e seleção, europeu pela Espanha e ganhou La Liga, mas escolheu um gol contra o Tottenham. Em oito anos, ele marcou duas vezes em 15 clássicos contra o maior rival do Arsenal: nas vitórias por 3 a 0, em 2009, e 3 a 1, dois anos antes.

O jogador poderia muito bem se sair com uma resposta política. A audiência era toda catalã. Por que seria demagogo se essa entrevista dificilmente chegaria aos ouvidos dos ingleses? E não é a primeira vez que ele fala com carinho sobre o seu ex-clube. Em entrevista ao The Guardian – esse, sim, um jornal britânico – disse que não sabe se conseguirá voltar ao Arsenal como jogador, mas gostaria de ter uma chance de trabalhar na comissão técnica no futuro, como Sol Campbell, por exemplo.

Fàbregas trocou o Arsenal pelo Barcelona pragmaticamente porque queria conquistar títulos, mas houve também um sentimento saudoso de reencontrar o seu clube de infância e velhos amigos. Esse tipo de paixão parece estar sempre presente na carreira do jovem meia de 26 anos. Por isso, não se surpreenda se um dia ele arrumar as malas e aparecer na porta do Emirates Stadium pedindo uma vaguinha para Arsène Wenger.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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