Acusação de aliciamento entre Forest e Tottenham expõe regra curiosa da Premier League
Transferência de camisa 10 do Forest foi bloqueada devido ameaça de ação judicial aos Spurs por abordagem ilegal
A multa rescisória é um valor estipulado no contrato de alguns jogadores que, quando pago por outro clube, obriga o detentor dos direitos do atleta a liberá-lo. Essa era a estratégia do Tottenham para contratar Morgan Gibbs-White, do Nottingham Forest. Porém, o negócio foi barrado e pode terminar na Justiça.
No início do mês, os Spurs encaminharam o negócio pelo meia-atacante por 60 milhões de libras (cerca de R$ 449,7 milhões), cujo valor supostamente correspondia à taxa de liberação prevista no contrato com o Forest.
Entretanto, segundo a emissora “Sky Sports”, o Nottingham Forest ameaçou tomar medidas legais contra o Tottenham por entender que houve aliciamento ao inglês de 25 anos, além de quebra de confidenciabilidade no documento do atleta.
Com isso, Gibbs-White segue à disposição do técnico Nuno Espírito Santo para a pré-temporada. Contudo, o Forest está disposto a negociar seu camisa 10 nesta janela de transferências, mas a falta de interessados pode obrigar uma reconciliação com os Spurs.
O imbróglio entre Tottenham e Nottingham Forest

O Nottingham Forest alega que não autorizou qualquer contato prévio entre o Tottenham e Morgan Gibbs-White, o que constituiria numa abordagem direta sem consentimento. Esse movimento violaria as regras da Premier League sobre negociação com atletas sob contrato.
Além disso, o Forest argumenta que os Spurs vazaram informações sigilosas a respeito da cláusula de rescisão do meia-atacante inglês. A diretoria do Nottingham Forest defende que esse detalhe estratégico foi exposto indevidamente pelo Tottenham durante as negociações, o que beneficiaria outros clubes no mercado.
Desde então, o Forest cortou comunicações com os Spurs e notificou sua equipe jurídica de que, caso Gibbs-White saísse nesses termos, buscaria levar o caso à Premier League e, se necessário, à esfera civil para ter seus direitos garantidos.
Apesar da disputa nos bastidores, o camisa 10 do Nottingham Forest se mantém profissional e tem feito parte das atividades preparatórias para 2025/26. Entretanto, Morgan Gibbs-White recusou as tentativas de renovação nos últimos meses.
O atual vínculo do meia-atacante vai até junho de 2027. Portanto, o Forest está ciente de que, se quiser lucrar com o inglês, a hora de negociar é agora, para não correr o risco de perdê-lo de graça ao término do contrato.
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Falta de interessados em Gibbs-White

A esperança de Evangelos Marinakis, proprietário do Nottingham Forest, era de que o Manchester City voltasse a ter Gibbs-White como alvo, assim como aconteceu no início da janela. Só que os Citizens não pretendem contratar mais ninguém para o meio-campo.
Nas últimas semanas, Pep Guardiola recebeu Rayan Cherki, Tijjani Reijnders e Sverre Nypan para suprir a saída de Kevin De Bruyne, que foi para o Napoli. Antes de trazer o trio, o Manchester City monitorou o camisa 10 do Forest, que pediu 100 milhões de libras (cerca de R$ 749,6 milhões).
Os valores não foram aceitos pelos Citizens, que desembolsaram 89,8 milhões de libras (em torno de R$ 673,1 milhões) por Cherki, Reijnders e Nypan. Pouco tempo depois, o Tottenham tentou acionou a multa rescisória de Morgan Gibbs-White.
Até o momento, nenhuma outra equipe apareceu interessada no meia-atacante inglês. Ou seja, o Nottingham Forest pode se ver obrigado a retomar as conversas com os Spurs, que alegam não ter feito nada de errado. Se o impasse seguir, a tendência é que Gibbs-White fique onde está.



