Noble, sobre o pesadelo do West Ham: “O lado positivo é que não dá para ficar pior”

“Olhando pelo lado positivo, essa situação não consegue ficar pior. Eles poderiam ter marcado seis gols, mas Adrian realizou algumas grandes defesas. Isso é ridículo. Nós teríamos jogado até de noite e ainda assim não faríamos o gol”. As palavras do capitão Mark Noble na saída de campo são duras, mas completamente honestas. O West Ham viveu outra partida risível neste domingo, ao ser engolido pelo Southampton dentro do Estádio Olímpico de Londres. Os visitantes ganharam por 3 a 0, impondo a quinta derrota em seis rodadas para os Hammers, que aparecem na zona de rebaixamento da Premier League.
Sem sofrer grandes perturbações na defesa, o Southampton fez o serviço a partir dos 40 minutos do primeiro tempo. Vivendo ótima fase, Charlie Austin abriu o placar. Já na segunda etapa, em uma sequência de erros dos adversários, Dusan Tadic ampliou. E o golpe de misericórdia veio nos acréscimos finais, com James Ward-Prowse emendando para as redes. Neste intervalo, o West Ham maltratou a bola. Alguns lances pareciam mesmo extraídos de programas de humor – como o reproduzido abaixo.
A pegada que se viu nos Hammers durante a última temporada e que rendeu vaga na Liga Europa (desperdiçada de maneira vergonhosa diante do Astra Giurgiu, vale lembrar) se perdeu neste início de campanha. Pode-se reclamar da atmosfera fria no Estádio Olímpico de Londres, sob os comentários de que o clube teria usado sons de torcida nos auto-falantes para tentar impulsionar o barulho antes do jogo. O fato é que isso não pode afetar o time como tem acontecido dentro de campo. E o que se assiste a cada rodada são sucessões de erros.
No papel, o West Ham tem um bom time. Mesmo com as lesões enchendo o departamento médico nas últimas semanas, há qualidade disponível. O que não dá para aceitar é uma falta de concentração tão grande. A defesa é a pior do torneio, com 16 gols sofridos, enquanto cinco dos sete tentos marcados saíram dos pés de Michail Antonio, um dos únicos que se salvam. Se o elenco parecia até mais encorpado para brigar pela Champions nesta temporada, no momento o único interesse é fugir da zona de rebaixamento. Com míseros três pontos, os londrinos são os antepenúltimos colocados e o técnico Slaven Bilic vê seu emprego ameaçado.



