Futebol inglês

Ídolo do Manchester United diz onde Matheus Cunha deveria jogar: ‘Ele é um espírito livre’

Brasileiro tem atuado como referência no ataque dos Red Devils no início de temporada

Matheus Cunha começou a temporada atuando como centroavante no Manchester United, mas Andy Cole, ídolo dos Red Devils, acredita que essa função não permite ao brasileiro mostrar sua melhor versão.

Benjamin Sesko ainda recupera a melhor condição física após uma lesão na canela e começou no banco nos três primeiros jogos da Premier League. Com isso, Michael Carrick utilizou Cunha como referência ofensiva diante de Hull City, Ipswich Town e Everton.

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Andy Cole: Matheus Cunha não é um camisa 9

Em entrevista exclusiva ao “Sports Mole”, Cole, um dos maiores artilheiros da era Premier League, deixou claro que gosta do jogador, mas não o enxerga como um centroavante de origem.

O ex-atacante definiu Cunha como um “espírito livre” e destacou que o brasileiro pode partir dos lados ou atuar atrás de um atacante. Para ele, não seria justo avaliar o desempenho do camisa 10 do United como se ele fosse um número 9 tradicional. A própria função de Matheus Cunha como centroavante já gera esse debate há algum tempo.

“Bem, eu serei honesto. Eu não o colocaria como um camisa nove. Não vou julgá-lo como um camisa nove. Eu acho que Matheus Cunha é um espírito livre. Ele pode explorar os espaços, mas também pode vir de trás com a bola. Eu realmente gosto dele. Ele teve uma ótima temporada passada”, afirmou Cole.

Cole também lembrou que Cunha teve uma boa temporada passada e agora precisa repetir esse nível. O brasileiro voltou mais tarde após a Copa do Mundo e ainda está recuperando ritmo, além de buscar a função em que pode render melhor.

“Eu não o vejo confortável como um camisa nove. Eu nunca sentaria aqui e falaria ‘ele tem que fazer isso, ele tem que fazer aquilo', analisou o ídolo Red Devils.

Contra o Ipswich, Cunha deu duas assistências na vitória por 5 a 2. Já no empate por 2 a 2 com o Everton, encontrou mais dificuldades atuando centralizado.

Matheus Cunha, atacante do Manchester United, durante a partida da Premier League entre Everton e Manchester United, no Hill Dickinson Stadium, em Liverpool, na Inglaterra, em 6 de setembro de 2026.
Cunha em ação pelo United. (Foto: Andrew Yates/IMAGO / Sportimage)

Retorno de Sesko pode mudar função de Matheus Cunha

Cunha chegou ao Manchester United vindo do Wolverhampton em 2025 e marcou dez gols, além de dar quatro assistências, em 35 partidas na primeira temporada pelo clube. No total, soma dez gols e seis assistências em 38 jogos.

A tendência é que o brasileiro volte a atuar mais pelo lado esquerdo quando Sesko estiver completamente recuperado. Nesse setor, porém, também existe concorrência de Marcus Rashford, que permanecerá no clube ao menos até janeiro.

A volta do esloveno também pode alterar novamente a dinâmica ofensiva de Carrick. O estilo mais fluido adotado pelo Manchester United já havia dificultado a utilização de Sesko como um centroavante fixo.

Para Cole, a principal questão não está na qualidade de Cunha, mas na função escolhida para ele. O ex-atacante acredita que o brasileiro rende melhor com liberdade para circular pela frente do ataque do que preso como referência central.

Foto de Beneddra Naim

Beneddra NaimColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

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