Inglaterra

‘Matheus Cunha tem essa aura de Cantona. Ele foi excepcional em Liverpool x Manchester United’

Brasileiro foi o melhor em campo no clássico contra o Liverpool, na opinião do ex-jogador Warnock

Matheus Cunha não se envolveu diretamente em gols na vitória do Manchester United sobre o rival Liverpool por 2 a 1 no último compromisso pela Premier League, mas isso não é levado em consideração na análise do ex-jogador dos Reds Stephen Warnock. Para o inglês, o camisa 10 Red Devil foi, de longe, o melhor jogador da partida.

— Cunha foi excepcional. Ele segurou a bola na pressão, fez faltas importantes. Foi um daqueles momentos em que você pensa… Não quero lançar um grande nome, mas vou. A influência de (Eric) Cantona. Ele tem essa aura (de Cantona). Ele tem aquele peso na camisa e diz ‘adoro isso. Não é problema para mim. Me dê a bola nessas situações’ — explicou Warnock durante o programa Monday Night Club, da rádio “BBC”.

Matheus Cunha além do ataque em Liverpool x Manchester United

Cantona é uma das maiores lendas do Manchester United, tendo defendido o clube entre 1992 e 1997, quando pendurou as chuteiras, e tinha o Liverpool como uma de suas principais vítimas. Foram 11 jogos contra o rival, com cinco gols e três assistências.

Warnock afirmou que Matheus Cunha, mesmo sem servir companheiros, também contribuiu com o bom trabalho da equipe. “Há um momento, bem no final do jogo. Três jogadores ao redor dele. Ele não se importou. Não estava nem aí”, iniciou.

— Ele conseguiu fazer a pressão certa, (aliás) não era necessariamente uma pressão, mas ele fez a organização certa colocando Mason Mount ao lado do Casemiro, do Bruno (Fernandes). Ele levou o lateral e o ala para uma posição bem estreita no centro, complicou e disse: ‘se você for fazer alguma coisa, vai ter que ir pelas laterais’ — complementou, enaltecendo a entrega do brasileiro.

Segundo o comentarista, isso encurralou os Reds, que não teriam como reter a bola.

Matheus Cunha, do Manchester United (Foto: Imago)
Matheus Cunha, do Manchester United (Foto: Imago)

De modo geral, a estratégia traçada por Ruben Amorim — e enaltecida por Peter Schmeichel — para o embate contra o maior rival foi muito eficaz. O treinador optou por deixar Benjamim Sesko no banco de reservas, com Cunha às vezes como uma espécie de falso 9.

A adaptação fez o ataque ter mais mobilidade, uma vez que o brasileiro não ficava restrito à área e também aparecia para ajudar no equilíbrio do meio-campo.

— Como atacante, você não precisa marcar ou dar assistência para ter participação importante. A atuação de Cunha mostrou isso — escreveu a “BBC Sport”.

Matheus Cunha em Liverpool x United

  • 2 finalizações;
  • 83% de passes certos;
  • 2 dribles certos;
  • 6 recuperações de bola;
  • 4 duelos ganhos;
  • 2 cortes;
  • 1 interceptação.

Dados da plataforma “Sofascore”.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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