Como o City pretende usar inteligência artificial para formar ‘vencedor da Bola de Ouro’
Tecnologia faz parte de programa em fase piloto nas categorias de base do clube
O Manchester City adaptou processos das categorias de base para focar cada vez mais no desenvolvimento individual das promessas, conforme informou Thomas Krucken, diretor da academia do clube, ao site “Manchester Evening News”.
O programa “Future Player 2.0” surgiu por meio da estratégia. Consiste no uso da inteligência artificial (IA) para fazer apontamentos sobre o desempenho das joias e ajudar a formar um “vencedor da Bola de Ouro” na base dos Citizens.
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Como funciona a ferramenta de inteligência artificial na base do City
Krucken enfatizou que a metodologia reforça a ambição do City em acompanhar as demandas de um mercado competitivo. O projeto ainda está em fase piloto, mas ele considera que este é o caminho certo a seguir.
— A grande visão de desenvolver um vencedor da Bola de Ouro um dia é indicativo de que buscamos a excelência em tudo o que fazemos e aprendemos com os erros — afirmou.
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O diretor disse que o sistema não foca em fundamentos técnicos. O desenvolvimento da IA, segundo ele, foi uma parceria com uma empresa que fornece a tecnologia. A companhia providencia a parte técnica, enquanto o clube se encarrega das análises futebolísticas.
Os executivos da base estabeleceram um indicador para cada posição do campo e as informações dos jogadores são enviadas à organização, que compara as performances das joias com as de atletas do nível profissional comandados por Enzo Maresca.
Tecnologia deve proporcionar mais protagonismo às joias do City
A ferramenta ajuda a identificar em qual estágio está a respectiva promessa da base e quais áreas são necessárias aprimorar. A ideia é mostrar, por meio dos dados, quão longe os jogadores estão de atingir o patamar exigido na equipe principal e propiciar que o atleta assuma o protagonismo em relação à própria evolução.
Krucken usou Ryan McAidoo, ponta de 18 anos incorporado ao plantel de Maresca nesta temporada, para exemplificar.
— Quando ele chegou, já era excepcional, mas se trata de ajustar os últimos, digamos, cinco ou dez por cento, e preparar o jogador para as exigências que acreditamos que virão a seguir — salientou o executivo.
— Qual é a lacuna entre McAidoo e (Jemery) Doku? E como usar o tempo de treinamento que temos de um jeito mais efetivo? Porque não podemos só treinar cinco, seis, sete vezes. Para nós, é importante como usamos esse tempo.
O pouco aproveitamento de jogadores revelados nas categorias de base do City no time principal foi tema de questionamentos em vários momentos da era Pep Guardiola. Cole Palmer, Morgan Rogers e Roméo Lavia (Chelsea), James Trafford (Leeds), Brahim Díaz (Real Madrid), Eric García (Barcelona), Jeremie Frimpong (Liverpool) e Felix Nmecha (Borussia Dortmund) são alguns dos atletas que passaram pela base do clube e não foram tão utilizados ou sequer tiveram chances no profissional.
As circunstâncias mudaram ligeiramente nos últimos anos. O elenco principal do Manchester City atualmente inclui as pratas da casa Nico O'Reilly, lateral e meio-campista, o defensor Rico Lewis e o meia-atacante Phil Foden, além do recém-promovido McAidoo.