Guia rápido da Premier League 2025/26: Favoritos, quem pode surpreender e decepcionar
Maior liga do mundo começa em 15 de agosto com a estreia do atual campeão Liverpool
A próxima sexta-feira, 15 de agosto, marca o início da Premier League 2025/26. A nova temporada da melhor liga do mundo vem, novamente, com um investimento acima dos bilhões de euros por parte dos 20 times ingleses. Dentro de campo, a promessa é a de sempre: um futebol intenso, vistoso e com muitos gols.
A abertura do Campeonato Inglês terá o atual campeão Liverpool contra o Bournemouth no lendário estádio de Anfield.
Premier League 2025/26
- Início: 15 de agosto de 2025 (sexta-feira)
- Fim: 24 de maio de 2026 (domingo)
- Número de equipes: 20
- Atual campeão: Liverpool
- Promovidos para a 1ª divisão: Burnley, Leeds United e Sunderland

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Distribuição de vagas
- Champions League: Quatro primeiros colocados (podem ser cinco a depender do coeficiente da Uefa somado nas participações dos times ingleses nas competições europeias)
- Liga Europa: 5º colocado
- Conference League: 6º colocado
- Rebaixamento: três últimos colocados
Onde assistir
Os direitos de transmissão da Premier League no Brasil são de exclusividade dos canais Disney. Todas as partidas são transmitidas no streaming “Disney+”, enquanto algumas são escolhidas para serem exibidas nos canais de TV fechada da “ESPN”.
A partir deste ano, o Grupo Disney sublicencia algumas partidas por rodada para o “XSports”, novo canal de TV aberta que faz sua estreia no Brasil no dia 16 de agosto.
Jogadores brasileiros
- Arsenal: Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus
- Bournemouth: Evanilson
- Brentford: Gustavo Nunes e Igor Thiago
- Brighton: Igor Julio
- Burnley: Lucas Pires
- Chelsea: Estêvão, João Pedro, Andrey Santos
- Manchester City: Ederson e Savinho
- West Ham: Lucas Paquetá e Luis Guilherme
- Newcastle: Bruno Guimarães e Joelinton
- Crystal Palace: Matheus França
- Fulham: Rodrigo Muniz e Andreas Pereira
- Leeds United: Lucas Perri
- Manchester United: Antony, Matheus Cunha e Casemiro
- Liverpool: Alisson
- Nottingham Forest: Jair, Morato, Murillo e Igor Jesus
- Tottenham: Richarlison
- Wolverhampton: Pedro Lima, André e João Gomes
Favoritos
Liverpool

O elenco campeão na última temporada, a primeira sob comando de Arne Slot, ganhou reforços que deixam os Reds ainda mais favoritos em 25/26. Florian Wirtz, Hugo Ekitiké e Jeremie Frimpong (mesmo como lateral) elevam o ataque ao status de melhor do país, enquanto Kerkez traz uma opção ao ídolo Robertson na lateral esquerda.
Nem as saídas pesadas de Luis Díaz, Quansah, Alexander-Arnold e Kelleher mudam o patamar que o Liverpool chega nesta temporada. É verdade que a defesa é um ponto de atenção, com apenas três nomes experientes, mas é um setor que ainda deve receber reforços até o fim da janela de transferências em 1º setembro. Assim como o ataque, ainda sonhando com Isak, do Newcastle.
Sendo o segundo ano com o técnico holandês, consolidando ainda mais sua filosofia de jogo e ideias, a tendência é o time de Anfield ser o maior favorito na Inglaterra e também um dos principais na Champions League.
Arsenal

Diferente do Liverpool, o Arsenal perdeu poucos jogadores importantes. Com exceção de Thomas Partey, as outras saídas não são um grande problema (Jorginho, Tomiyasu, Tierney, Sterling e Neto) e o ganês foi substituído por Zubimendi.
Soma-se isso a sonhada chegada de um centroavante, lacuna antiga do elenco, agora preenchida pelo goleador sensação da Europa, Viktor Gyokeres. No banco de reservas, Mosquera, Norgaard e Madueke chegam dando boas opções a Mikel Arteta, que agora quer, após três vices na Premier League, conquistar a taça que o clube não vê há mais de 20 anos.
O técnico espanhol ainda precisa de alguns ajustes em relação à última temporada, como o setor de criação, que ficou muito dependente da bola parada. O que aponta pela janela e o trabalho consolidado de Arteta, porém, é, no mínimo, outro ano de briga pelo título nacional.
Manchester City

A última temporada foi a pior da era Pep Guardiola no Manchester City, iniciada em 2016, e também de toda carreira do técnico catalão. Para mudar isso, desde janeiro, os Citizens estão promovendo uma grande reformulação no elenco, com a chegada de vários jovens e a saída de medalhões consolidados nos últimos anos.
As mudanças também aconteceram em cargos acima, como os dois novos auxiliares Kolo Touré e Pep Lijnders e o diretor-esportivo Hugo Viana. Será claramente uma temporada de transição. Guardiola, no entanto, já provou que consegue montar times competitivos independente da situação e é o rei dos pontos corridos: venceu 12 de 16 ligas nacionais que disputou como técnico.
Mais interessante será a forma de jogar do City. A equipe mudou o perfil da lateral esquerda com a chegada de Aït-Nouri, que gosta de explorar o corredor, e terá típicos pontas se Savinho (ou Rodrygo, a depender das movimentações na janela) e Doku forem os titulares. Tudo isso coloca o time como a terceira força no futebol inglês, seguida bem de perto pela quarta.
Quem pode surpreender?
Chelsea

Campeão da Conference League e depois do Mundial, com direito a 3 a 0 sobre o vencedor da Champions, o PSG, o Chelsea começa a Premier em alta e confiante. Enzo Maresca parece ter finalmente consolidado suas ideias de jogo e o time correspondeu como nunca nos Estados Unidos.
A ver se foi apenas um acaso, por ser uma competição curta, ainda pouco importante aos europeus e com um nível de competitividade abaixo, ou se realmente os Blues serão um time capaz de lutar pela parte de cima do Campeonato Inglês e quem sabe até pelo título.
O elenco, inchado de opções, teve algumas saídas necessárias e ainda ganhou adições importantes de Hato, Estêvão e Jamie Gittens, além dos reforços que já atuaram no Mundial, casos de João Pedro, Delap e Essugo.
Manchester United

Contar com reforços que adaptados à liga (Matheus Cunha e Mbeumo) e calendário vazio sem competições europeias dão ao Manchester United uma vantagem em comparação aos rivais. De quebra, Rúben Amorim conseguiu fazer a limpa que precisava no elenco com a transferência de nomes que queriam deixar Old Trafford, além do técnico português ter pela primeira vez uma pré-temporada.
Tudo isso apontam para uma possível surpresa em comparação ao time que terminou a última edição da Premier League em 15º lugar. No contexto dos Reds Devils, porém, surpreender significa conquistar uma quarta colocação, no máximo a terceira, por conta do abismo em termos de consolidação de projeto frente aos outros times.
O Tottenham, por lidar com a Champions e um novo técnico, pode enfrentar desafios maiores que o United, que deve focar 100% na liga nacional por ter apenas as copas locais a jogar.
Quem subiu vai continuar?
Nas duas últimas temporadas, todos os seis times que subiram da Championship, a segunda divisão inglesa, para a elite do futebol local caíram na temporada seguinte.
Em 2023/24, apesar de uma distância final grande, até que houve em alguns momentos alguma briga entre outros times. Na temporada passada, porém, a situação foi tão feia que parecia os três rebaixados estavam confirmados na segundona há muito tempo.
O Tottenham, primeiro time fora do Z3, somou 13 pontos a mais que o rebaixado Leicester, a maior vantagem da história da era moderna da liga. É a ilustração que a distância financeira dos direitos televisivos entre a primeira e a segunda divisão tem causado na Inglaterra: quem sobe não tem capacidade de investir em um elenco capaz de permanecer na elite.
Burnley, campeão da Championship em 24/25, Leeds United, o vice, e o Sunderland, vencedor dos playoffs de acesso, são os aventureiros nesta temporada e já investiram mais de 300 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão).
Mas quase todo valor é de só um deles: os Black Cats, de volta à PL após oito anos, compensaram a saída de Jobe Bellingham com Xhaka, Adingra e outros reforços interessantes. Tudo isso pelo sonho de permanecer na elite, o que ainda é improvável mesmo com o valor investido.
Os outros 17 adversários estão acostumados com o nível da melhor liga do mundo e os anos a disputando o fazem ter um elenco mais caro que os recém-chegados. A ver se a piora no elenco do Brentford, além de perder o técnico Thomas Frank, pode colocar a equipe nessa briga contra a Championship.
Quem pode decepcionar
Newcastle

Imagina tentar oito jogadores e ouvir a mesma resposta de todos: não. Essa é a realidade do Newcastle até aqui na janela, trazendo apenas Elanga, Thiaw e Ramsdale como reforços para o time principal.
Nem disputar a Champions nesta temporada ou ter o dono mais rico do futebol mundial tem convencido os jogadores a se mudarem para o nordeste da Inglaterra. Os Magpies ainda podem perder Isak, o que seria um golpe duro não só para o elenco, mas para imagem externa do clube.
A equipe de Eddie Howe ao menos garante que só liberam o sueco se outro atacante for contratado. Yoane Wissa, do Brentford, é o principal alvo, já que Sesko preferiu o Manchester United.
Por isso que o Newcastle desponta como uma possível decepção na Inglaterra. A fase de liga da Champions exige muito dos times e a última vez que disputaram a competição, ainda na era da fase de grupos em 2023/24, ficaram apenas na sétima colocação do Campeonato Inglês, a pior em uma temporada completa desde que a Arábia Saudita virou a dona do clube.
Crystal Palace

Campeão da Copa da Inglaterra na última temporada, maior título de sua história, e recém-vencedor da Community Shield, o Crystal Palace pode frear a empolgação na próxima temporada pelos reforços modestos até aqui — apenas Borna Sosa e Walter Benítez, investimento de 2,3 milhões de euros (R$ 14,55 milhões). Ainda há uma chance considerável de saída de dois pilares: Guéhi e Eze.
O clube londrino ainda convive com a frustração de não poder disputar a Liga Europa, vaga conquistada pelo taça que levantou, por ser de mesmo dono do que o Lyon (John Textor) na última temporada — o empresário americano vendeu o Palace em junho. A equipe recorreu da decisão da Uefa de ser “rebaixada” para Conference League, mas perdeu o recurso.
Por estar com um elenco pouco reforçado, lidando com quatro competições ao mesmo tempo, os Eagles podem decepcionar em comparação ao que foi a última temporada.



