Inglaterra

Guia da Premier League 2021/22 – Burnley: Segue tudo igual

Após mais um mercado de poucos reforços (por enquanto), o Burnley ainda conta com as mesmas armas para estender sua permanência na Premier League

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Cidade: Burnley
Estádio: 
Turf Moor (22.000 pessoas)

A temporada passada – 17º lugar  

Começou mal, terminou mal, e no meio do caminho nunca realmente melhorou. Sem o zagueiro Ben Mee para liderar a defesa nas primeiras seis rodadas,, o Burnley somou apenas um ponto. Não entrou mais na zona de rebaixamento a partir de dezembro, mas, ao contrário da temporada anterior, não conseguiu uma arrancada para terminar no conforto do meio da tabela. Ficou imediatamente acima do Fulham, o melhor dos rebaixados, mas com 11 pontos de vantagem. Não podemos falar que foi por pouco. Não fez nada nas copas inglesas e, com apenas 33 gols, teve o terceiro pior ataque da Premier League, em parte influenciado pelos problemas físicos de Ashley Barnes. O grande momento chegou em janeiro, quando encerrou a sequência de 68 jogos de invencibilidade do Liverpool em Anfield. Foi sem dúvida a pior campanha desde o sétimo lugar em 2017/18.

O mercado 

Principais chegadas: Wayne Hennessey (Crystal Palace), Nathan Collins (Stoke City)
Principais saídas: Ben Gibson (Norwich), Bailey Peacock-Farrell (Sheffield Wednesday)

Se Sean Dyche esperava altos investimentos quando o grupo norte-americano ALK Capital comprou o Burnley no final do ano passado, ele ainda está esperando. Até agora chegaram apenas dois reforços: o goleiro Wayne Hennessey, sem custos de transferência, para ser reserva de Nick Pope; e o zagueiro Nathan Collins, do Stoke City, por € 14 milhões. O investimento em um jovem de 20 anos representa uma mudança de perfil porque Dyche costuma buscar jogadores mais prontos que consigam melhorar o seu time imediatamente. Está difícil de encontrá-los: o Burnley colocou € 15 milhões no mercado nas últimas duas janelas combinadas. Espera-se mais reforços até o fim de agosto. Eles são necessários. Mas a esta altura Dyche também está bastante calejado.

O elenco 

Assim, se você ainda não sabe… Porque é praticamente o mesmo, e esse é o problema. Os onze iniciais formam uma unidade forte, que está mais do que acostumada a jogar junta, mas ninguém pede passagem. E se alguém se machuca (como Mee no começo da temporada passada) a reposição deixa a desejar. Nick Pope é o goleiro, Matthew Lowton ganhou a posição na lateral direita, Charie Taylor é o lateral esquerdo e a dupla de zaga segue firme com Mee e James Tarkowski – entrando no último ano do seu contrato. O meio-campo começa com o muito sólido Ashley Westwood. Josh Brownhill ocupou o lugar de Jack Cork, machucado no início da Premier League, e depois revezou pela direita com Johann Gudmundsson. Principal fonte de criação, Dwight McNeill é intocável pela esquerda. O ataque ideal tem Chris Wood e Ashley Barnes, cuja ausência prolongada por lesão foi um fator crucial para os problemas do Burnley.

O técnico

Treinador mais longevo da Premier League, Sean Dyche deu sinais de que estava cansado antes da última temporada. Duvido que o rendimento ruim que se seguiu o tenha revitalizado, mas segue firma e forte rumo à sua décima temporada à frente do Burnley. Cobrou reforços dos donos anteriores, indicando que tem ambições maiores do que considerar o meio da tabela como um grande sucesso. Para isso, terá que ser um pouco mais flexível porque, mesmo se houver dinheiro disponível, não é fácil encontrar jogadores que se encaixam em seu estilo de jogo de muita garra na defesa e bolas longas para atacantes altos – às vezes desde o meio-campo.

Expectativa para a temporada

Sem mais reforços, dependerá muito da capacidade de Dyche de fazer o Burnley coletivamente ser melhor do que a soma das suas partes. É o que ele tem feito desde que assumiu o clube, mas será cada vez mais difícil. O desgaste é natural, ainda mais quase sem renovação, e os pilares do time ficam mais velhos todos os anos. Tem uma base sólida o suficiente para escapar novamente do rebaixamento, se não tiver muitas lesões, mas questão é por quanto tempo isso será suficiente para Dyche e para potenciais estrelas, como McNeill e Ben Mee.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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