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Fala e faz: Giroud salva Wenger logo após sair em defesa do treinador

Ninguém sabe melhor que Wenger a falta que Giroud fez ao Arsenal nos meses em que ficou de fora por lesão. Logo no início da temporada, o técnico não teve à disposição um de seus principais jogadores, tendo que, às vezes, colocar em seu lugar atletas não muito habituados à função de ficar tão próximo do gol. Desde que voltou, contra o Manchester United, o atacante francês tem mostrado competência. Nesse sábado, em especial, foi o grande nome e principal responsável pela vitória assertiva sobre o Newcastle por 4 a 1. E logo após sair em defesa do criticadíssimo treinador.

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Na véspera do duelo com os Toons, Giroud publicamente defendeu Arsène Wenger: “Não há outro treinador que conheça melhor o Arsenal que ele. Não tenho dúvida de que ele seja o cara para resolver esta situação”. A afirmação do atacante foi importante no momento que vive o técnico. Wenger nunca esteve tão pressionado no cargo, e, após a derrota por 3 a 2 para o Stoke na rodada passada, veio a cena mais emblemática da fase difícil pela qual passa o francês. Ao deixar o Estádio Britannia e passar por alguns torcedores, o comandante foi fortemente vaiado pelo grupo, que esperava à porta especialmente por ele.

Mais importante que as palavras de apoio de Giroud, apenas seu papel decisivo contra o Newcastle, um adversário difícil e que na semana passada havia se tornado o primeiro a vencer o líder Chelsea nesta temporada. Os pontos fortes do atacante são seu posicionamento na área e a impulsão para alcançar a bola de cabeça, mas ele teve papel essencial também na criação de jogadas. Como em seu primeiro gol desta noite, quando abriu a jogada com Sánchez e foi até a área cabecear para inaugurar o placar.

Não são apenas os gols marcados por Giroud – três em cinco jogos desde o seu retorno – que evidenciam a falta que fez ao Arsenal, mas também o modo como seu estilo de jogo se encaixa perfeitamente com o do restante do time dos Gunners. Em diversas outras rodadas, além da desatenção na reta final, o que fez diferença nos tropeços dos londrinos foi a falta de um jogador de referência lá na frente. Yaya Sanogo, de característica mais similar à do francês, é muito fraco tecnicamente. Welbeck é melhor, mas tem menor presença de área e prefere se movimentar pelos cantos. Sánchez, então, nem se fala. Por seu talento, resolveu alguns jogos na posição, mas é a partir das pontas que consegue demonstrar seu melhor futebol.

Com Giroud plenamente recuperado, agora Sánchez e Welbeck podem atuar onde melhor rendem e ainda ter alguém de qualidade para concluir as jogadas que frequentemente criam, especialmente o chileno. Evidentemente, para emplacar uma boa sequência de resultados e uma melhor posição na tabela, o Arsenal precisará de mais do que isso. O setor defensivo ainda sofre com problemas físicos e dificilmente está com força total, e a falta de um primeiro volante de qualidade também é um problema a se resolver. Lá na frente, no entanto, tendo todas as peças à disposição, Wenger está muito bem servido. Não só tecnicamente, mas também em questão de lealdade.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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