Fàbregas tem o mesmo número de assistências que todo o time do Arsenal, que o recusou
O clássico entre Chelsea e Arsenal neste domingo marcou o reencontro de Cesc Fàbregas com sua ex-equipe. Como aconteceu em todas as seis rodadas anteriores, o espanhol foi vital para mais um bom jogo dos Blues, que saíram do Stamford Bridge com a vitória por 2 a 0. No gol de Diego Costa que matou o jogo no segundo tempo, Fábregas acertou um lindo passe para o brasileiro encobrir Szczesny, chegando a sete assistências na competição. Número bastante expressivo, mas que ganha ainda mais significado quando colocado em perspectiva: esse é o mesmo número de assistências que todo o time do Arsenal teve nesse início de Inglesão.
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Ver um antigo ídolo se juntar a uma equipe rival já é uma imagem que torcedor algum quer ter. Vê-lo bem sucedido é ainda pior. Ser derrotado, entre outras coisas, graças ao diferencial que aquele atleta traz ao outro time, nem se fala. Agora lembrar que seu time teve a prioridade em sua contratação e o técnico preferiu abrir mão dessa vantagem, “por contar com Özil”, que tem grande potencial, mas faz péssimo início de temporada, é para dar vontade de chorar.
O retorno de Fàbregas à Premier League, pelo Chelsea, já começou com duas assistências na vitória por 3 a 1 sobre o Burnley, na primeira rodada. De lá para cá, participou de todas as partidas dos Blues, somou sete passes para gol – média de um por jogo – e tem participação ativa em todos os duelos dos londrinos. Enquanto isso, sete jogadores diferentes do Arsenal somam, cada um com uma, o mesmo número de assistências que o espanhol.

Fàbregas encaixou-se no time do Chelsea como se já estivesse jogando em Stamford Bridge há anos. Atuando em uma posição mais recuada que aquela em que jogou tanto pelo Arsenal como pelo Barcelona, talvez tenha encontrado o melhor futebol de sua carreira. Pouco menos de dois meses após o início da temporada, a contratação do espanhol já é justificadamente considerada uma das melhores da última janela de transferências, e lembrar que ele chegou após um de seus rivais ter dado a brecha apenas a torna mais fantástica para os Blues. Quanto a Wenger, independentemente do que diga publicamente, é impensável que não tenha se arrependido nem um pouquinho sequer.



