‘Meu pai pescador tem vida difícil’: Técnico minimiza situação de mais bem pago do Chelsea
Enzo Maresca não está preocupado com afastamento de jogador nos Blues, que falharam na última janela de transferências
Nas últimas janelas de transferência, o Chelsea tem investido pesado em reforços. Entretanto, com o elenco inchado, Enzo Maresca precisa fazer cortes. Entre os afastados estão Axel Disasi e Raheem Sterling — esse último dono do maior salário do elenco dos Blues.
Fora dos planos do técnico italiano, tanto o defensor francês, quanto o atacante inglês, estão treinando separado do restante do grupo. Perguntado em coletiva nesta sexta-feira (19) se tinha alguma preocupação sobre o impacto que isso poderia causar na saúde mental de Disasi e Sterling, Maresca minimizou a situação.
— Meu pai tem 75 anos e há 50 é pescador, trabalhando das 2h da manhã às 10h. Isso é difícil na vida, não para um jogador, a maneira como eles trabalham.
“Já passei pela situação do Raheem e do Axel como jogador. Com certeza, sei que não é a melhor sensação, porque você quer treinar, quer jogar. Por diferentes razões, cada situação é uma situação. Sei que o clube está dando a eles a oportunidade de trabalhar da maneira certa”, complementou o treinador dos Blues.
Associação de Futebol Profissional procurou Chelsea para tratar sobre o tema

A Associação de Futebol Profissional (PFA) — sindicato dos jogadores da Inglaterra e País de Gales — entrou em contato com o Chelsea para verificar se os atletas afastados estão recebendo condições adequadas de trabalho. A PFA também falou com outros clubes que têm jogadores em casos semelhantes.
Os Blues se resguardam ao garantir que Axel Disasi e Raheem Sterling tenham acesso a sessões de treinos duplos e também utilizem as instalações do CT — mesmo que seja uma área diferente dos demais.
O defensor e o atacante não disputaram partidas oficiais pelo Chelsea nesta temporada. Em 2024/25, o francês foi emprestado ao Aston Villa em janeiro, enquanto o inglês foi cedido ao Arsenal em agosto do ano passado.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Disasi e Sterling não foram negociados
Na janela de verão europeu, os Blues tentaram se desfazer de Disasi e Sterling, porém, não encontraram propostas adequadas. O futuro da dupla em Stamford Bridge é incerto, pois o comandante italiano não dá indícios de reintegrá-los. Ao mesmo tempo, a falta de interesse no mercado preocupa.

Segundo o portal “The Athletic”, o atacante inglês recebe um salário semanal superior a 300 mil libras (cerca de R$ 2,1 milhões). Raheem Sterling não entra em campo pelo Chelsea há 15 meses, coincidindo com a chegada de Enzo Maresca.
— Não é só o Chelsea, é qualquer clube do mundo. Quando, por qualquer motivo, o clube e o jogador não encontram uma solução, você dá ao jogador todas as ferramentas para fazer o treino, tudo. Se você não está envolvido no elenco, você não está envolvido no elenco — ponderou o técnico italiano.
O contrato do atacante vai até meados de 2027, enquanto o vínculo do defensor francês se encerra em junho de 2029.



