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Em protesto contra a diretoria, torcida do Charlton atirou três mil porquinhos em campo

Não é de hoje que a torcida do Charlton vem se queixando de sua diretoria. Roland Duchâtelet tornou-se dono do clube em janeiro de 2014 e, apesar das promessas de estabilidade, os Addicks sofrem em suas mãos. Proprietário de outros quatro times pela Europa, o belga não tem lá muita fama de administrar bem os seus negócios. Apesar de algumas melhoras em infra-estrutura, os torcedores apontam para a falta de investimentos na equipe, além das constantes mudanças no comando técnico. Não à toa, o Charlton terminou rebaixado na última edição da Championship e agora ocupa o modesto 15° lugar na League One, a terceira divisão inglesa, apenas três pontos acima da zona da degola.

VEJA TAMBÉM: A torcida do Charlton não aguenta mais a displicência e a falta de tato da administração do clube

Na última temporada, entre as diferentes manifestações, os torcedores chegaram a realizar um cortejo fúnebre rumo ao estádio The Valley em março. Na mesma ocasião, atiraram dezenas de bolas de praia em campo, enquanto rolava a partida contra o Middlesbrough. E também passaram a boicotar os produtos vendidos no estádio, como alimentos e souvenirs, na intenção de pressionar a saída de Duchâtelet. Por enquanto, não vem dando muito resultado, com o belga insistindo em seu posto.

Já neste sábado, mais um protesto no mínimo sugestivo. Durante o primeiro minuto do jogo contra o Coventry City, em The Valley, três mil porcos de brinquedo foram lançados para o gramado, forçando a paralisação da partida. O ato desta vez contou também com a adesão da torcida visitante, descontente com a administração do Otium Entertainment Group sobre o Coventry, atual lanterna da League One. A vitória por 3 a 0, ao menos, ajudou o Charlton a respirar um pouco mais.

Duchâtelet não se manifestou sobre o último episódio, mas, das outras vezes, emitiu notas garantindo que está fazendo o trabalho correto. Não é o que pensam aqueles torcedores que acompanham o dia a dia do clube e, sem abandonar o barco, o veem afundando cada vez mais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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