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“Sem amor, sem chances de sobreviver”: Assim a torcida protestou contra dono do Charlton

O Charlton possui uma tradição considerável no futebol inglês. O clube soma 27 participações na primeira divisão, se estabelecendo na Premier League da virada deste século até 2007. No entanto, desde então não conseguiu voltar à elite. E a paciência da torcida com a atual diretoria se esgotou. Os vermelhos pedem a saída de Roland Duchâtelet, dono do clube desde janeiro de 2014. O magnata belga possui equipes em vários países – incluindo o Sint-Truidense, o Carl Zeiss Jena, o Újpest e o Alcorcón. Não significa, porém, que os seus métodos agradem. Os torcedores do Charlton reclamam das constantes mudanças de técnico, assim como da falta de investimentos.

“Sem investimento, sem direção, sem ligação ou sem amor pelo clube. E sem chance de sobreviver”, era o mote principal da manifestação realizada neste domingo, em partida contra o Middlesbrough pela segunda divisão do Campeonato Inglês. Os vermelhos já haviam protestado em outras ocasiões na temporada, mas viram sua chance de ouro com a transmissão do duelo em rede nacional. E fizeram valer a oportunidade com diversas ações. Rumo ao estádio, um ato conhecido no Brasil, com a torcida realizando um cortejo fúnebre do clube rumo ao estádio The Valley. O caixão, com os símbolos do Charlton, representaria as esperanças mortas com a atual diretoria.

Além disso, enquanto o jogo contra o Middlesbrough acontecia, dezenas de bolas de praia foram atiradas em campo, forçando a paralisação do confronto. Apesar disso, o time do Charlton correspondeu e venceu o Boro (que briga pelo acesso) por 2 a 0. Contudo, o resultado traz pouco alívio aos vermelhos. A equipe aparece na penúltima posição da Championship, a cinco pontos de sair da zona de rebaixamento. Com ou sem Duchâtelet, provavelmente terão que se reerguer a partir da terceira divisão na próxima temporada.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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