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Diego Costa mostra os seus recursos: driblou três com um único corte e fez um golaço

No Campeonato Inglês da temporada passada, o Chelsea recebeu o West Ham em Stamford Bridge, deu 39 chutes a gol e empatou por 0 a 0. José Mourinho saiu reclamando que o adversário praticava um “futebol do século 19”, mas o problema era muito mais amplo. Com Demba Ba, Fernando Torres e Samuel Eto’o (longe do auge), não conseguia abrir defesas muito fechadas. Esse tempo passou porque, entre outras coisas, quem comanda o seu ataque agora é um homem de vários recursos.

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A defesa do West Ham já estava mais aberta, cortesia de John Terry e da bola parada, quando Diego Costa limpou três defensores com um único toque na bola e bateu cruzado para completar a vitória do Chelsea por 2 a 0. Porém, naquele lance de habilidade, mostrou para quem ainda o considerava um jogador essencialmente brigador que o seu arsenal vai além da luta e do excelente posicionamento. Está à disposição de Mourinho para furar as retrancas se for necessário.

Provavelmente, será. O Chelsea transformou-se no time a ser batido neste Campeonato Inglês e aprendeu a evitar os tropeços. O West Ham fechou-se novamente durante os primeiros 30 minutos, testando a paciência do time da casa. Com Matic exuberante, criativo e esforçado na retaguarda do meio-campo, Fàbregas teve liberdade para orquestrar o ataque na frente da grande área adversária. Estava difícil, mas algumas oportunidades foram criadas. Um passe de Willian para Oscar, chutes de média distância, bolas paradas. Em um escanteio, o próprio Diego arrumou de cabeça para Terry abrir o placar.

O West Ham manteve a estratégia durante o primeiro tempo e reservou para a etapa final a ousadia de buscar o empate. Em uma bola roubada no meio-campo, Hazard lançou Diego Costa, que primeiro cortou para a direita, como se fosse bater colocado, mas em um único toque na bola tirou os seus três marcadores e arrematou com a canhota. Inteligência e habilidade, com as quais o Chelsea caminha para liderar a Premier League por um bom tempo.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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