Inglaterra

Consórcio do co-proprietário do Los Angeles Dodgers assina contrato para comprar o Chelsea

O negócio agora terá que ser aprovado pela Premier League e pelo governo inglês para ser concluído

O consórcio liderado pelo co-proprietário do Los Angeles Dodgers, Todd Boehly, assinou nesta sexta-feira o contrato para comprar o Chelsea e agora o negócio depende das aprovações da Premier League e do governo britânico para ser concluído, segundo os jornais ingleses The Guardian e The Telegraph.

A imprensa inglesa havia noticiado semana passada que o grupo liderado por Boehly havia vencido a concorrência contra os consórcios de Stephen Pagliuca, acionista da Atalanta e co-proprietário do Boston Celtics, e de Martin Broughton, que contava com as lendas do esporte Serena Williams e Lewis Hamilton.

Boehly estava em negociações exclusivas para comprar o Chelsea e o contrato foi assinado nesta sexta-feira, de acordo com o Guardian e o Telegraph. Todos os membros do consórcio precisam passar pelo teste de diretores e donos da Premier League, e os Blues terão que entrar com um pedido de licença ao governo para completar a transferência.

Roman Abramovich, que colocou o campeão europeu à venda pouco antes de sofrer sanções do governo britânico pela invasão da Rússia à Ucrânia, desmentiu esta semana os rumores de que cobraria um valor estimado em £ 1,5 bilhão em empréstimos que fez ao Chelsea. Ele disse que o saldo líquido da venda será doado a instituições de caridade que auxiliam vítimas da guerra na Ucrânia.

O grupo vencedor também inclui o bilionário suíço Hansjorg Wyss e o investidor imobiliário britânico Jonathan Goldstein. Segundo o Guardian, Boehly, com passagem pelo Citibank e pelo Credit Suisse antes de fundar sua própria empresa de investimentos, será o rosto do consórcio ao público, mas a maioria do investimento será feito pela firma de private equity norte-americana Clearlake Capital.

O homem mais rico do Reino Unido, Jim Ratcliffe, tentou fazer uma proposta de última hora, fora do prazo, para comprar o Chelsea, mas ela foi rejeitada pelo banco que conduz a venda. Acionista do Nice e CEO da gigante de petroquímica Ineos, Ratcliffe desembolsaria £ 4,25 bilhões para comprar o clube e em investimentos nos próximos dez anos.

Desde as sanções a Abramovich, o Chelsea opera sob uma licença emergencial que restringe a sua capacidade de gerar receitas – com vendas de ingressos e de produtos, por exemplo – e também o impede de renovar ou conceder novos contratos. Ela expira em 31 de maio, o que dá à venda três semanas para ser concluída.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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