Inglaterra

Chelsea impôs mais dificuldades, e o City precisou dos pênaltis para vencer a Copa da Liga

Antes da partida deste domingo, Pep Guardiola ficou incomodado com perguntas sobre a possibilidade de o Manchester City conquistar quatro títulos nesta temporada. Reclamou que não era justo colocar essa pressão nos ombros do seu time em fevereiro. “Em maio, vamos ver”, disse. O primeiro passo foi dado. O Chelsea impôs muitas dificuldades, em uma final bem morna – com a bola rolando – que terminou 0 a 0. Nos pênaltis, porém os Citizens prevaleceram e se sagraram campeões da Copa da Liga.

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Era evidente que o mais recente encontro entre os times seria um fator. Duas semanas atrás, o Chelsea levou 6 a 0 do Manchester City, com quatro gols nos primeiros 25 minutos do primeiro tempo. Com essa lembrança muito viva na memória, o Chelsea não se dispôs a heroísmos e mudou a sua estratégia. Exatamente o que mais se cobrava de Maurizio Sarri. E deu certo. Mais concentrado e intenso, mas também mais recuado e tentando esticar algumas bolas.

O City, claro, ficou com a posse a maior parte do tempo, mas sem agredir. Dois jogos seguidos em que o time de Guardiola tem dificuldades na criação, como na vitória por 3 a 2 contra o Schalke 04 pelas oitavas de final da Champions League. Foram apenas quatro finalizações no primeiro tempo: duas bloqueadas, uma para fora e uma de Agüero que Kepa defendeu sem grandes problemas. O Chelsea chutou apenas uma vez, bloqueado. Nem precisamos dizer que foi um primeiro tempo bem monótono.

Tivemos mais movimentações no segundo tempo. A começar com um gol bem anulado de Agüero, aos 10 minutos. O plano do Chelsea era se manter no jogo o máximo possível, e os frutos começaram a aparecer quando Hazard entrou no jogo. Ele fez ótima jogada e rolou para Kanté, que finalizou a curta distância, por cima. Depois, driblou dois no meio e achou Pedro na área. Em vez de chutar, o espanhol tentou devolver e Zinchenko conseguiu o corte.

Altura em que o City continuava com dificuldade para transformar a posse de bola em perigo, com apenas quatro finalizações no segundo tempo até os 40 minutos, três para fora e uma bloqueada, nenhuma muito ameaçadora. Já pensando na prorrogação, Guardiola colocou Sané no lugar de De Bruyne. A reta final do segundo tempo foi o momento de mais emoção da partida até então.

A melhor chance da prorrogação foi em jogada de Sterling, pela direita. Ele entrou driblando, em paralelo à linha de fundo. Passou por Emerson e tentou tocar para Agüero. A bola foi bloqueada e ficou pipocando dentro da área, sem que alguém do City conseguisse uma finalização limpa. E aí, Kepa entrou em cena.

O goleiro do Chelsea, o mais caro do mundo, aparentava estar sentindo dores. Sarri juntou o útil ao agradável e preparou a substituição por Willy Caballero, com bom histórico em disputa de pênaltis. Kepa, porém, recusou-se a sair de campo, o que deixou Sarri possesso, expondo os seus problemas para controlar o vestiário dos Blues.

Jorginho começou as disputas parando nas mãos de Ederson. Gündogan, e Azipilicueta marcaram. Kepa, que fez tanta questão de participar dos pênaltis, tentou desconcentrar Agüero balançando-se em cima da linha. E conseguiu. O argentino bateu mal, fraco. O espanhol acertou o canto e parecia que faria a defesa, mas deixou a bola escapar. Em seguida, redimiu-se defendendo a batida de Sané, mas David Luiz mandou na trave

E o City foi campeão.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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