Pesadelo repetido do Manchester City anima o Arsenal na briga por título da Premier League
Josko Gvardiol e Rúben Dias amplias lista de desfalques de Guardiola pelos próximos meses, em sequência com três clássicos fora de casa
Pep Guardiola quebrará a cabeça para montar o Manchester City nas próximas partidas — em especial, no setor defensivo. Contra o Chelsea, pela Premier League, Josko Gvardiol e Rúben Dias precisaram deixar o gramado com lesões sérias, estas que podem ser o “fiel da balança” para o Arsenal na briga pelo título inglês.
O treinador espanhol confirmou que Dias ficará até seis semanas fora de combate, com problemas musculares. Já Gvardiol, que fraturou a Tíbia, corre risco de retornar somente na reta final da temporada. Além deles, John Stones também tem problemas na coxa e desfalca a equipe desde dezembro.
Para o confronto com o Brighton nesta quarta-feira (7), o Manchester City deve ir a campo com Nathan Aké e Abdukodir Khusanov — únicos zagueiros saudáveis do elenco. Guardiola precisará lançar, também, jogadores da base para compor o banco de reservas, já que também tem problemas físicos em outros setores (como Kovacic e Oscar Bobb).

— Vocês viram o banco hoje? Quatro jogadores da base e agora teremos mais. Não temos jogadores — afirmou o comandante após o empate por 1 a 1 com o Chelsea.
A ausência de peças fez com que Rodri, que tenha recém se recuperado de lesões no joelho e musculares, tenha sido titular contra o Chelsea. Pelo número reduzido de atletas no elenco, também deve ir a campo nesta quarta-feira, entre os 11 iniciais.
No setor defensivo, a imprensa britânica destaca o interesse do Manchester City em Marc Guehi, do Crystal Palace, nesta janela de transferências. A possível chegada do zagueiro amplia o número de defensores no elenco. Já Vitor Reis, contratado junto com Khusanov na última temporada, está emprestado ao Girona até junho deste ano.
Histórico do Manchester City acende esperança no Arsenal
O Manchester City, por opção do próprio Guardiola ao longo dos últimos anos, trabalha com menos peças em seu elenco principal. A decisão amplia o tempo de jogo de cada atleta — mesmo aqueles considerados reservas —, mas pode impactar negativamente caso as lesões no elenco se acumulem.
Na temporada 2019/20, por exemplo, o Manchester City chegou a viver problema semelhante no setor defensivo, principalmente com as lesões de Aymeric Laporte, e precisou improvisar atletas — como Fernandinho — na zaga. Antes da interrupção do ano em função da pandemia da Covid-19, o vice-líder perdeu força para competir com o Liverpool de Jurgen Klopp, que se sagraria campeão e encerraria o jejum de um gigante — mesmo cenário enfrentado pelo Arsenal atualmente.

Em 2026, o cenário pode ser semelhante. Nas duas últimas rodadas, o Manchester City viu a vantagem do Arsenal subir de dois para seis pontos na ponta da tabela, após empates com Sunderland e Chelsea.
Considerando o período de ausência de Rúben Dias na Premier League, o Manchester City terá três confrontos com equipes do Big Six, todos fora de casa: Manchester United, Tottenham e Liverpool. No mesmo intervalo, o Arsenal recebe Liverpool e United, no Emirates Stadium.
Essa sequência pode permitir a Mikel Arteta ampliar a vantagem na ponta da tabela, em busca do primeiro título inglês de sua carreira — depois de três vice-campeonato seguidos nas últimas temporadas.



