Manchester City encontrou um jeito de ganhar partida que parecia perdida
A situação estava complicada para o Manchester City. Otamendi havia sido expulso, na metade do segundo tempo, e o Schalke 04 ganhava, em casa, por 2 a 1, com dois gols de pênalti marcados na etapa inicial. E, além disso, os ingleses não jogavam bem. Aos 40 minutos do segundo tempo, ainda perdiam. No entanto, no talento dos seus jogadores, de Sané, Ederson e Sterling, o time treinado por Pep Guardiola conseguiu uma improvável reviravolta e ganhou por 3 a 2 o jogo de ida das oitavas de final da Champions League.
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O começo da partida foi como esperado, com o Manchester City dominando as ações e criando suas oportunidades. Agüero quase abriu o placar, completando de cabeça uma jogada ensaiada em cobrança de falta, mas Fährmann foi muito bem em espalmar a finalização. E foi muito mal, aos 18 minutos, quando saiu jogando com Salif Sané na fogueira. Silva roubou e rolou para Agüero fazer 1 a 0.
Encarar um dos melhores times do mundo já era difícil o bastante sem entregar um gol no começo da partida. Mas, antes do intervalo, o Schalke 04 havia conseguido a virada, com dois gols de pênalti, convertidos por Bentaleb. Um em toque de mão de Otamendi, que até tenta tirar o braço, mas realmente desvia a bola; e outro em um puxão de Fernandinho dentro da área. Ambos bem discutíveis. Dependendo do rigor do observador, poderiam ser marcados ou não.
Eles foram, o que tornou a partida um desafio para o City, que não lidou muito bem com ele. Claro que atacou mais, teve mais posse de bola e tentou finalizações, mas não ameaçava Färhmann, que não fez nenhuma defesa no segundo tempo. Quando Otamendi recebeu o segundo cartão amarelo, aos 23 minutos do segundo tempo, parecia que o jogo se caminhava para uma contenção de danos.
Eis que a Lei do Ex entrou em campo. Com uma belíssima cobrança de falta da entrada da área, Leroy Sané, que havia entrado no lugar de Agüero sete minutos antes, empatou para o Manchester City. Já foi mencionada várias vezes a qualidade de Ederson nos lançamentos longos, uma arma inestimável para os times que a sabem usar. E o City sabe. O goleiro brasileiro lançou para Sterling, pela direita. O jovem inglês ganhou a dividida e aproveitou o desequilíbrio de Oczipka para tocar na saída do goleiro e virar o jogo.
Não foi um recital do Manchester City, como em partidas recentes contra Arsenal e Chelsea. As dificuldades também se impuseram por uma rara arbitragem que decidiu dar dois pênaltis nos quais cabe discussão em sequência. Mas, de alguma maneira, os ingleses conseguiram construir a reviravolta e, com o retorno no Etihad Stadium, estão bem posicionados para avançar às quartas de final.



