Chelsea anuncia a criação do seu primeiro grupo oficial de torcedores LGBT
O futebol às vezes assusta. Um meio machista e homofóbico, às vezes racista, que no final das contas apenas reflete a sociedade. Com o agravante do ambiente, da tensão e do coletivismo que facilitam essas idiotices. Integrar as minorias ao nosso esporte favorito é uma missão difícil, e dentro dela, é muito importante uma atitude como a do Chelsea e de outros clubes ingleses, que criaram grupos de torcedores LGBTs.
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Os Blues anunciaram a criação do seu esta semana, mas não é o primeiro a fazer isso na Premier League. O Arsenal foi pioneiro em um grupo oficial de LGBTs entre os principais clubes do país, em 2013. Tottenham, Manchester City e Everton também criaram os seus, entre outros.
“O clube está orgulhoso por celebrar nossa diversidade, com nossa iniciativa Construindo Pontes, para concretizar a visão de um clube e uma comunidade que recebe todos de braços abertos, independente de raça, religião, sexualidade ou gênero”, afirmou.
Apesar de o apoio aos LGBTS entre os clubes ingleses crescer cada vez mais, a Rede de Torcedores de Futebol Gays (GFSN, na sigla em inglês) não chega a estar satisfeita. Em agosto do ano passado, seu presidente Ed Connell afirmou à BBC que “todos os clubes da Premier League deveriam ter uma torcida LGBT oficial” e que muitos ainda pensam “que não existem um problema de homofobia no futebol”.
A BBC perguntou a 11 clubes da Premier League se eles tinham uma torcida LGBT oficial: oito não responderam, quatro responderam dizendo que não queriam responder, cinco disseram que sim, e Stoke e Sunderland confirmaram que não tinham.
“Estou muito orgulhoso de ver isso acontecendo”, disse Connell, torcedor do Chelsea. “Tenho feito campanha contra a homofobia no futebol por boa parte dos últimos 12 anos e passei os primeiros sete ou oito me sentindo frustrado, tentando fazer as pessoas perceberem que era um problema. Queremos trabalhar com o clube para ajudar a comunidade LGBT e fazer os torcedores LGBTs se sentirem bem recebidos”.
“Porque é um jogo que todos amamos muito, independente da sexualidade de cada um”, concluiu.



