Inglaterra

Callum Hudson-Odoi fala pela 1ª vez sobre acusações de envolvimento com bilionário do tráfico sexual

Jogador do Nottingham Forest não foi citado nos documentos que listam nomes de envolvidos no escândalo de Jeffrey Epstein

O atacante inglês Callum Hudson-Odoi, do Nottingham Forest, comentou pela primeira vez as acusações de envolvimento com o bilionário do tráfico sexual, Jeffrey Epstein, e as classificou como “absurdas” em um comunicado publicado através das redes sociais.

A Justiça de Nova Iorque autorizou a divulgação de documentos judiciais que listam mais de 150 nomes de contatos, associados, conhecidos, parentes, vítimas e supostos cúmplices de Epstein, empresário acusado de tráfico sexual de menores. Figuras importantes da política e celebridades são citadas nos autos da investigação. Entre os principais nomes estão Michael Jackson, Leonardo DiCaprio e os ex-presidentes americanos Bill Clinton e Donald Trump.

A partir da publicação surgiram rumores de que Callum teria visitado a ilha particular de Epstein, Little Saint James, localizada no Caribe. Assediado nas redes sociais por causa disso, o jogador de 23 anos, formado nas categorias de base do Chelsea, se sentiu na obrigação de responder.

Vale ressaltar que Hudson-Odoi não consta da lista divulgada pela revista norte-americana Newsweek e que as acusações se resumem a boatos na internet.

– Já faz algum tempo que vejo isso circulando nas redes sociais e não ia comentar porque é um absurdo (e eu seria uma criança na época. No entanto, compreendendo a minha posição como modelo e gostaria de deixar absolutamente claro que nunca fiz parte do escândalo de Epstein e nem nunca estive na ilha de Epstein – escreveu o atleta em uma publicação temporária no Instagram.

Escândalo de Jeffrey Epstein é foco de fake news

Na última quarta-feira (3), a revista Newsweek conquistou, na Justiça, o direito de veicular a lista envolvidos no escândalo de Jeffrey Epstein. Alguns desses nomes já eram conhecidos do público, inclusive por conta do documentário investigativo da Netflix, de 2020.

A lista vem crescendo a cada vez que um novo documento é tornado público nos Estados Unidos, mas informações falsas correram pelas redes sociais antes e depois da divulgação oficial dos registros. Callum Hudson-Odoi foi só mais uma das vítimas de notícias falsas.

A veiculação de fake news atingiu pessoas importantes do meio artístico, inclusive o apresentador Jimmy Kimmel, que já desmentiu o envolvimento com o magnata. Na terça-feira passada, o quarterback do New York Jets, Aaron Rodgers, fez uma piada sobre o assunto no The Pat McAfee Show, da ESPN, associando Kimmel a Epstein. Em uma publicação, o apresentador se manifestou: “As palavras imprudentes de Rodgers colocaram minha família em perigo”.

Rede de exploração sexual de Epstein continua sendo investigada

Jeffrey Epstein cometeu suicídio na prisão em 2019, aos 66 anos, enquanto aguardava julgamento pelas acusações de abuso sexual de meninas menores de idade e de comandar uma rede de exploração sexual de menores. Dias antes de sua morte, Epstein assinou um testamento – seu patrimônio estava avaliado em mais de US$ 577 milhões.

A investigação das autoridades, assim como o trabalho da justiça americana, continua mesmo após a morte do bilionário. Os promotores acreditam que será possível identificar e punir outras pessoas envolvidas no caso, inclusive cúmplices que tenham facilitado os abusos e atuado lado a lado a Epstein no esquema de tráfico sexual de meninas.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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