Bruno Guimarães explica por que odeia o City: “A gente parece criança”
Brasileiro do Newcastle revela como é desconfortável enfrentar o time de Pep Guardiola
Não há dúvidas a respeito da superioridade do Manchester City sobre os demais clubes da Inglaterra. A equipe recebeu investimentos multimilionários nos últimos anos que mudaram seu patamar. Entretanto, não foi só o posto de mais rico do mundo que o City conquistou. O time tornou-se também o mais temido da Europa e faz os adversários se sentirem como “crianças” em campo, pelo menos é o que afirma o volante Bruno Guimarães.
Em entrevista a um podcast, o jogador do Newcastle admitiu que odeia entrar em campo para enfrentar os Blues. Na visão do brasileiro, a diferença técnica e física do elenco, que é comandado por Pep Guardiola, torna impossível traçar uma estratégia para competir de igual para igual.
“A gente sabe que o Manchester City está um degrau acima de todos os times na Inglaterra. Com todo respeito a todos os times, mas os caras… Pô… Quando vamos jogar lá, é o pior jogo pra mim. Eu odeio jogar contra eles. Parece que a gente é criancinha e os caras são profissionais. É horrível, horrível. Parece que os caras estão jogando com 15 e a gente com 7 (atletas em campo). Tu olha e fala: ‘Pô, tem muito cara de azul. Não é possível’. E só tem maluco bom”, contou Bruno Guimarães ao “Charla Podcast”.
“Quando falamos: “Hoje a gente vai apertar o lado esquerdo, hoje o direito… Ou hoje vamos jogar no contra-ataque”. Oh, City! Tu vai jogar como? Deixa os caras fazerem gol aí logo e acaba. É muito difícil jogar com os caras”, completou aos risos.
Bruno Guimarães tinha camisa de ídolo escrito “Brudogan”
Na Europa desde 2019, o volante passou pelo futebol francês, no Lyon, antes de se transferir para o Newcastle. Desde então, sua admiração pelos Blues só cresceu, em especial por dois personagens, dos quais já era fã antes de chegar ao Velho Continente: Pep Guardiola e İlkay Gündogan.
“Guardiola tem um jogo posicional, que parece que multiplica os jogadores. Eles estão sempre no espaço correto e é praticamente impossível marcar. Se tu marca num bloco baixo, no contra-ataque, os caras entram. Se você pressionar, tem um camisa 10 no gol, o Ederson, que joga pra caramba com o pé. Para jogar lá no estádio deles, você vai com o pensamento de que se empatar é jogo. Jogar lá é muito difícil”, disse.

Ao revelar sua devoção ao meio-campista alemão, o Bruno Guimarães também citou a qualidade de Kevin De Bruyne, que atua no City desde a temporada 2015/16.
“De Bruyne é brabo demais e o Gündogan também. Sou fã do Gündogan e sempre fui, desde que ele jogava no Borussia. A camisa era ‘Brudogan’. Eu via todos os vídeos dele no YouTube, e falava: ‘Um dia, eu quero ser igual a esse cara. Joga muito’.”, revelou entre gargalhadas.
“Cara fundamental. Na reta final da Champions League e da Premier League (nesta temporada), Gündogan fez gol em quase todo jogo. Meu sonho era ser ‘Brudogan’. Na moral, eu era apaixonado por ele.”
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Como o Manchester City ficou rico?
A princípio o City era um clube como qualquer outro da Premier League. Na cidade de Manchester, quem imperava era o rival vermelho e branco: United. Por ter uma receita muito maior, somando títulos do Campeonato Inglês, da Champions League e dois mundiais, o alcance dos Red Devils parecia inalcançável.
Porém, a história mudou quando o dinheiro do petróleo dos Emirados Árabes entrou na jogada, há 15 anos. Al Mubarak pagou 210 milhões de libras (R$ 1,227 bilhão, na conversão atual) por 100% das ações do time. Desde então, os altos investimentos e títulos conquistados tiraram o Manchester City do ostracismo e de uma fila de 44 anos.
O último balanço da “Money League”, lista da consultoria Deloitte, apontou uma receita de € 731 milhões dos Citizens, que hoje possuem o maior faturamento do mundo da bola. O clube apareceu entre os cinco líderes pela primeira vez em 2015/16.



