Brentford dá aula defensiva no Aston Villa e ‘vence como time pequeno’ odiando a bola
Bees tiveram 24% de posse de bola, mas neutralizaram adversários a maior parte do tempo na vitória
O Brentford voltou a campo neste sábado (30) para enfrentar o Aston Villa, em casa, no Brentford Community Stadium, pela segunda rodada da Premier League. A partida acabou em vitória dos Bees, por 1 a 0.
O time mandante foi o único com brasileiros no elenco: Igor Thiago foi titular no comando do ataque, enquanto Gustavo Nunes esteve de fora dos relacionados por conta de uma lesão.
Brentford dá aula defensiva para impedir o Aston Villa
Agora sem Thomas Frank, o Brentford promoveu Keith Andrews, antigo treinador de bolas paradas, para a posição de treinador principal. E, em seus primeiros jogos com a equipe, há semelhanças e diferenças com o trabalho anterior.
Os Bees seguem muito intensos defensivamente e o time se mantêm como uma fortaleza física em todos os setores. Isso foi o principal ponto de sucesso contra o Villa: era um time que pressionava forte, defendia compactado e era muito combativo em todas as fases do jogo.

Tanto que dos 17 chutes do Aston Villa na partida, apenas dois foram no alvo — os zagueiros e volantes bloqueavam a maioria das finalizações adversárias, independente da localidade do chute.
O time de Unai Emery teve números absurdos de posse de bola durante todo o jogo: média de 79% na partida. Isso se deu principalmente pela diferença de propostas entre as equipes.
O Villa procurava propor o jogo com passes curtos mesmo sob pressão desde o tiro de meta e usava bastante Dibu Martínez na construção. A equipe saía principalmente em 3-2-5, com Matty Cash, o lateral-direito, recuando para a primeira linha. E o Brentford inibiu essa construção com maestria no primeiro tempo.
Os Bees alternavam seu sistema defensivo: primeiro, um 4-4-2 e, ainda mais depois do gol, 5-3-2. A ideia era manter um bloco médio-baixo com os dois atacantes da frente impedindo que a bola chegasse aos dois volantes do Villa em apoio.
A ideia principal da defesa era deixar os zagueiros do Villa com a bola e defender o meio: sem a bola chegar aos volantes, os Villans também não conseguiam acionar os meias entrelinhas, porque eram marcados pelos volantes dos Bees. E com o 5-3-2, havia também a cobertura da última linha para se defender quando a bola chegasse à lateral.
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— Brentford FC (@BrentfordFC) August 23, 2025
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Postura ofensiva ‘de time pequeno’
Por outro lado, se com Frank o Brentford era dinâmico e intenso também no ataque, na vitória diante do Aston Villa, a equipe teve claras dificuldades de encontrar saídas.
A proposta era única e simples: acelerar em todos os momentos. Não havia muita paciência para construir com passes curtos na defesa e haviam lançamentos mesmo sem sofrer pressão. Quando não, os passes rasteiros eram sempre rápidos e verticais, buscando pontas para acelerar com conduções ou receber em profundidade.
O gol saiu justamente dessa forma: Kelleher lançou para Igor Thiago no limite da linha defensiva e, após uma “casquinha” do brasileiro pelo alto, Ouattara recebeu em profundidade para finalizar — e marcar depois de ter seu primeiro chute defendido por Martínez.
No entanto, o jogo do Brentford se resumiu a isso: passes verticais muito rápidos depois de recuperar a bola. Nem sempre Igor Thiago ou os pontas estavam preparados ou livres o suficiente, e nem os passes eram certos todas as vezes. E isso fazia com que o Villa voltasse a ter a bola com facilidade.
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A proposta de jogo seguiu também porque o Villa sempre tinha a bola — então a grande maioria das vezes que a posse estava com o Brentford era em transição. O primeiro tempo ainda rendeu bons momentos ofensivos, mas foram cada vez mais raros na segunda etapa.
Na próxima partida, o Brentford enfrenta o Bournemouth, fora de casa, pela Copa da Liga Inglesa. A partida será na terça-feira (26), às 15h45 no horário de Brasília. Já o Aston Villa volta a campo somente no próximo domingo (31), quando recebe em casa o Crystal Palace, às 15h, pela segunda rodada da Premier League.



