Balotelli gerou uma pequena crise com os capitães do Liverpool

Nem fazendo o que sabe melhor – cobrar pênaltis – Mario Balotelli consegue escapar das polêmicas. Na última quinta-feira, ele foi responsável por converter a falta dentro da área que o jovem Jordan Ibe sofreu, no jogo de ida da Liga Europa pelo Besiktas, e foi criticado por Steven Gerrard, capitão do Liverpool. Porque, de acordo com a ordem de batedores, aquela bola deveria ter sido chutada pelo vice-capitão Jordan Henderson.
LEIA MAIS: Liverpool supera fantasma e ainda sonha com título na temporada
Houve uma pequena discussão entre Henderson, Balotelli e Sturridge (o papel desse na trama não está tão claro assim) antes da cobrança. No final, o meia cedeu a bola ao atacante italiano e saiu andando com uma expressão de desaprovação. Gerrard não foi relacionado para a partida por causa de uma lesão na coxa, mas foi ao estádio comentá-la para a emissora ITV. No ar, vendo a cena, não economizou críticas ao camisa 45.
“Créditos ao Mario porque ele marcou, mas Jordan deveria ter cobrado”, disse. “Mario foi um pouco maldoso. Não é legal ver jogadores discutindo. Jordan é o capitão, e Mario foi um pouco desrespeitoso. Acho que seis ou sete jogadores queriam cobrar aquele pênalti, o que aconteceria se todos dissessem que cobrariam ao mesmo tempo? Por isso existem regras”.
Gerrard não mediu as palavras em público, diferente de Henderson e do técnico Brendan Rodgers. O vice-capitão confirmou que queria bater o pênalti, mas que “Balotelli estava confiante” e “já cobrou pênaltis decisivos”. Rodgers disse que tem sorte de ter tantos bons cobradores no elenco e brincou: “Gerrard deveria ter batido, ele é o nosso cobrador oficial”.
Os dois foram rápidos para tentar desarmar a polêmica em um momento decisivo da temporada, às vésperas do jogo de volta da Liga Europa, das quartas de final da Copa da Inglaterra e de confrontos diretos por vaga na Champions League contra Southampton, Manchester United, Manchester City e Arsenal. Gerrard poderia ter guardado suas preocupações para a privacidade do vestiário, mas Balotelli, ainda muito longe de conquistar seus torcedores e companheiros, não precisava ter criado um desentendimento com os capitães do time.



