Inglaterra

Ataque do Liverpool teve uma noite para lembrar a temporada passada

Não tinha Sturridge, muito menos Suárez, mas o Liverpool teve uma noite para lembrar as melhores da temporada passada. Adam Lallana, Philippe Coutinho e Raheem Sterling fizeram o torcedor dos Reds acreditar novamente que a intensidade ofensiva de 2013/14, de alguma maneira, pode retornar. Mesmo sem a mesma qualidade técnica individual da campanha do vice-campeonato inglês. A questão aqui é intensidade, movimentação, e o time de Merseyside mostrou isso na vitória por 4 a 1 sobre o Swansea como há muito tempo não fazia.

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Foi sobretudo um triunfo da individualidade de cada um dos integrantes do trio ofensivo. Com Sterling como uma espécie de falso nove e Coutinho e Lallana abertos pelas pontas, levou um pouco de tempo, mas a leveza e habilidade dos três deu resultado, principalmente quando o Swansea teve de se lançar ao ataque e deixou espaço para os donos da casa, após o segundo gol da partida, quando Fabianski chutou em cima do camisa 20 dos Reds e viu a bola entrar.

Lallana fez pela primeira vez dois gols em uma partida de Premier League, e Sterling participou bem das jogadas de ataque, mas nenhum deles se destacou tanto quanto Coutinho. O passe de calcanhar do brasileiro para o segundo de Lallana, aliás, foi qualquer coisa de espetacular. O ápice do camisa 10 no duelo, que além de criar oportunidades para os companheiros ainda arriscou ele mesmo com suas tentativas de fora da área, especialmente no momento em que a defesa do Swansea se fechava em maior número na defesa.

Pelo curto intervalo entre as partidas, Brendan Rodgers não foi a campo com o que tinha de melhor. Há opções mais interessantes no elenco que Lucas Leiva e Manquillo, por exemplo, mas as colocadas nesta segunda-feira caíram como uma luva na disposição tática usada pelo treinador para tanto anular o adversário quanto manter volume de jogo lá na frente. Moreno e Manquillo abertos pelas pontas na linha de quatro do meio de campo possibilitaram isso.

É interessante notar como, mesmo com peças diferentes, Rodgers manteve o esquema com três zagueiros, quatro homens no meio de campo e Sterling como falso nove lá na frente. É um treinador que gosta de insistir em suas decisões, e como isso funcionou bem diante do Swansea – e Burnley, embora sem tanta superioridade -, deverá manter assim nas próximas partidas. Contra Leicester, Sunderland e Aston Villa, a chance de sedimentar o estilo de jogo é muito grande. Este parece o melhor momento para o Liverpool, enfim, reencontrar de vez a objetividade ofensiva que caracterizou a campanha da temporada passada. Especialmente à luz do retorno de Sturridge, cuja ausência muita gente julga tão responsável pela queda de nível do time quanto a de Suárez.

O golaço de Lallana, após passe de calcanhar de Coutinho:

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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