Lesão de Odegaard ilustra como Arsenal pode viver mesmo que Gyökeres siga apagado
Sueco passou em branco novamente, mas versatilidade do time de Arteta compensou novamente em vitória
O Arsenal voltou a campo neste sábado (4) para vencer o West Ham, no Emirates Stadium, por 2 a 0. A partida, válida pela sétima rodada da Premier League, fez com que os Gunners subissem para a liderança momentânea da tabela.
Entre os brasileiros, Gabriel Magalhães foi titular pelos mandantes, enquanto Lucas Paquetá começou pelos Hammers. Apesar dos gols nas últimas partidas, Martinelli iniciou no banco, assim como Igor Julio e Luis Guilherme no lado rival.
Arsenal multifacetado pode suprir discrição de Gyökeres
O clássico londrino foi como o esperado desde o início. O Arsenal dominou o jogo a partir da posse de bola, incluindo uma média de 73% no primeiro tempo, e criou grandes chances para liquidar o jogo sem grande dificuldade.
O West Ham até levava algum ocasional perigo à construção dos Gunners quando pressionava mais forte, mas era majoritariamente batido pelos padrões de troca de posição de Timber, Calafiori e Rice.

Foram 13 finalizações do time de Arteta somente no primeiro tempo. A entrada no último terço não teve grandes desafios diante de uma surpreendente linha de defesa de quatro jogadores dos Hammers — algo pouco comum atualmente, principalmente entre times que se defendem por grande parte do jogo.
Odegaard vinha sendo um dos principais jogadores do Arsenal na partida, orquestrando o ataque sempre fora do bloco de defesa adversário e encontrando passes nas janelas para Saka, que atacava a profundidade a partir do meio-espaço, em vez de receber no pé em amplitude.
Foi assim que, aos 13 minutos, Eze teve a chance com gol aberto em uma bola que sobrou após o cruzamento de Saka, mas isolou. E o padrão se repetiu no gol de Rice, aos 37.
No entanto, Odegaard saiu lesionado aos 30 minutos, após um choque com Summerville no joelho. Zubimendi entrou para ser o volante, jogando Rice para o meio, na esquerda, e trocando Eze de lugar, para vir à direita antes ocupada pelo capitão.
Isso levou um novo padrão aos Gunners: Eze é um meia que ocupa mais o entrelinhas e entra mais na área do que Odegaard, que arma de trás. Isso fez com que Saka voltasse a atuar mais em amplitude, e o gol surge com o camisa 7 puxando dois marcadores para si, liberando Zubimendi livre, de frente para a área para encontrar Eze atacando as costas da última linha. Sua finalização gerou o rebote guardado por Rice.
A diferença de abordagens do Arsenal para construir e entrar no último terço aumentou consideravelmente com os reforços da atual temporada. Versáteis, podem gerar formas diferentes de criar e ocupar espaços, e jogadores diferentes em uma mesma posição mudam completamente como os Gunners criam.
From Hale End to 100 goal contributions in the Premier League at the age of 24.
This is still just the beginning for Bukayo Saka ❤️ pic.twitter.com/tyqxT6TffI
— Arsenal (@Arsenal) October 4, 2025
Isso, inclusive, foi a chave para a equipe de Arteta sair vitoriosa mais uma vez em um jogo discreto de Gyökeres. O sueco mal tocou na bola e se limitou a disputas por espaço atrás da última linha e corridas contra zagueiros para a marca do pênalti para tentar aproveitar cruzamentos, mas não foi eficiente.
Os Gunners voltaram a marcar no segundo tempo, de pênalti, com Timber entrando na área e sofrendo a falta de Diouf, novamente em um movimento de atacar a profundidade a partir do meio-espaço. Saka converteu a cobrança em seu jogo de número 200º na Premier League.
O Arsenal seguirá com clássicos londrinos na sequência da Premier League. Na próxima rodada, enfrentará o Fulham, fora de casa, no dia 18 de outubro, às 11h no horário de Brasília.
Já o West Ham receberá o Brentford, também pela oitava rodada do campeonato inglês, no dia 20, segunda-feira, às 16h (de Brasília).



