‘Ninguém pode me dizer que o Arsenal está jogando bom futebol’, critica jornalista
Correspondente criticou atuação contra o Chelsea e pontuou jogos na temporada
O Arsenal deu um importante passo na vitória sobre o Chelsea por 2 a 1 no último domingo (1º) para seguir firme na liderança da Premier League. Mas apesar de mais um triunfo dos Gunners, o desempenho em campo foi novamente criticado. A falta de um jogo mais envolvente e agressivo é uma das reclamações direcionadas ao trabalho do técnico Mikel Arteta.
O jornalista Dominic King, do “Daily Mail”, é um dos que fazem parte desse grupo e acredita que o Arsenal não está jogando um futebol de alto nível, apesar dos resultados positivos.
— Vejamos a mais recente vitória do Arsenal sobre o Chelsea. Sim, isso os aproximou do seu objetivo final de se tornarem campeões mais uma vez. Mas embora seja futebol vitorioso — e possa se provar um futebol de sucesso — ninguém será capaz de dizer a este repórter que eles estão jogando um bom futebol — declarou.
Críticas ao ritmo e ao estilo de jogo do Arsenal
Na avaliação de King, o Arsenal demora demais para executar suas jogadas e isso torna as partidas arrastadas. Essa crítica também já foi direcionada à liga. A atual temporada Premier League, no geral, tem sido apontada como de menor nível técnico que anos anteriores, com partidas mais truncadas, mais ligações diretas e menos bola rolando.
Ele também contestou a declaração de Arne Slot, técnico do Liverpool, que afirmou que a liga se torna “fantástica porque os jogos se tornam interessantes por serem muito competitivos”.
— “Competitivo”, no entanto, não deve ser confundido com “classe”, e não há nada de errado em esperar mais ou em se cansar de ver jogadas ensaiadas. Também vemos treinadores posando teatralmente nas áreas técnicas como se tivessem se tornado as estrelas do espetáculo — contestou King.
— Foi difícil de assistir no domingo, ver Declan Rice demorar uma eternidade para cobrar um escanteio -– quase comparável à demora de Jonny Wilkinson [ex-jogador de rúgbi] para bater um pênalti -– enquanto um exército de jogadores do Arsenal se atropelava, se empurrava e intimidavam os que estavam de azul — explicou.
King avalia que, mesmo na ponta da tabela, o clube inglês não apresentou um diferencial e que jogadores como Martin Odegaard, que tem a capacidade “de enxergar o jogo de uma maneira um pouco diferente”, não tem explorado esse potencial.
A Trivela já mostrou que a falta de protagonistas no Arsenal tem atrapalhado tanto o time. Nomes como Martin Odegaard e Bukayo Saka, por exemplo, têm jogado abaixo do esperado. Em jogos importantes, os Gunners sentem falta de um líder nos momentos decisivos.
— Se você olhar para a tabela da liga, tudo está como deveria estar: o Arsenal marcou mais gols, sofreu menos, acumulou mais vitórias e é exatamente isso que se espera dos líderes da liga, mas será que eles têm aquele fator X? Odegaard é um dos melhores meio-campistas em atividade na Europa atualmente. Ele tem habilidade, astúcia e sempre teve a capacidade de enxergar o jogo de uma maneira um pouco diferente. Seria ótimo se ele o fizesse — pontuou.

King também se juntou às críticas recorrentes sobre a previsibilidade nas bolas paradas, considerando pobre a criatividade em um contexto de Premier League, a liga de futebol mais valiosa do mundo, repleta de alguns dos principais técnicos do planeta.
— Uma das táticas mais rudimentares no futebol amador é ter jogadores altos no ataque e lançar a bola para eles de longe. Seria de se esperar que as maiores mentes do futebol profissional pudessem criar algo um pouco mais inovador –, avaliou.
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Fatores podem definir se Arsenal será campeão
Diante de um momento decisivo na briga pelo título da Premier League, o Arsenal busca afastar a imagem de “amarelão” que ouviu de torcedores adversários nos últimos anos.
Para dar o passo importante e se aproximar da taça, Mikel Arteta também precisará administrar o seu elenco, quebrar defesas retrancadas e manter a consistência dos jogadores-chave, mesmo com a falta de protagonistas.
Entre os desafios também está o calendário do time, que ainda disputa jogos importantes na Champions League e na Copa da Inglaterra, além da final da Copa da Liga Inglesa, o que exige rotação inteligente do elenco e minutos para atletas menos utilizados, sob risco de sobrecarregar os titulares.

Um ponto de atenção para o Arsenal é a necessidade de não desperdiçar pontos contra equipes mais frágeis. O time já acumulou frustrações recentes ao perder pontos para o lanterna Wolverhampton e para o Brentford.
Por isso, os próximos confrontos contra Burnley e West Ham, que são justamente os dois times logo acima dos Wolves na tabela, ganham peso extra e podem ser até mais importantes do que o duelo direto com o Manchester City na corrida pelo título.



