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A Lei de Murphy anda dando muita atenção para o Manchester United nesta temporada

O Midtjylland não disputava uma partida oficial desde 10 de dezembro, o último duelo da fase de grupos da Liga Europa, contra o Club Brugge. Desde então, apenas amistosos, que começaram em fevereiro. Ou seja, quase dois meses de inatividade. Perdeu duas vezes para o Napoli, em um placar agregado de 9 a 1. O terceiro colocado do Campeonato Dinamarquês tem uma vitória nas últimas cinco rodadas da liga nacional e um elenco que vale menos do que alguns dos principais jogadores do Manchester United, que mesmo assim foi derrotado na primeira perna dos 16 avos de final da Liga Europa por 2 a 1.

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Perder um jogo para um time pior e com menos recursos pode ser apenas um acidente de percurso caso seja, de fato, um tropeço isolado e não uma tendência. Mesmo com contratações milionárias, com tempo para Van Gaal trabalhar (está no meio da sua segunda temporada), e diante de adversários menos poderosos, o Manchester United sofre com frequência, o que explica por que foi eliminado na fase de grupos da Champions League e está apenas em quinto lugar na Premier League, a seis pontos da zona de classificação da Champions League.

A virada de ano foi difícil para Louis van Gaal, quando Guardiola anunciou que deixaria o Bayern de Munique para treinar na Inglaterra e José Mourinho ficou livre no mercado. Ao mesmo tempo, o Manchester United passou pelo seu pior momento na temporada, sem ganhar um jogo entre 25 de novembro e 28 de dezembro, eliminado da Champions e com sérias dificuldades para fazer gols. A torcida gritava “ataque, ataque, ataque” sem parar. A pressão era gigante. Em janeiro, a situação melhorou um pouco, mas está longe do ideal. Ainda não conseguiu emendar três vitórias seguidas em 2016 e está derrota para o Midtjylland a terceira em sequência.

O Manchester United, mais uma vez, sofreu com uma baixa produção ofensiva. Teve 60% de posse de bola, deu 15 chutes a gol, mas acertou apenas três. E permitiu que o Midtjylland fosse perigoso. Além dos dois gols, os dinamarqueses exigiram duas boas defesas do goleiro Sergio Romero, que assumiu a meta inglesa de última hora depois que David De Gea se lesionou no aquecimento.

 

Mas para Van Gaal foi tudo uma questão de sorte. Ou melhor, da Lei de Murphy, aquela força do universo que faz o seu ônibus passar exatamente no momento em que você vira a esquina. “Acho que foi a Lei de Murphy”, disse em entrevista à BT Sports. “Quando você começa um jogo e seu goleiro torna-se o 14º (na lista de machucados), você não começa como sempre. Muitas coisas estão acontecendo na cabeça dos jogadores. O primeiro gol foi desviado, é incrível, é muita coisa. No segundo tempo, não ganhamos nenhum duelo, nenhum rebote. Jesse Lingard teve duas chances incríveis.”

 

Se o problema é a Lei de Murphy, ela anda dando muita atenção para o Manchester United nesta temporada. O clube corre o sério risco de não se classificar à Champions League novamente. Dista seis pontos da quarta posição na Premier League. O outro caminho pode ser pela Liga Europa, mas mesmo que elimine o Midtjylland em Old Trafford, o que é provável, não apresenta futebol bom o bastante para ir muito longe. E Van Gaal foi contratado justamente para evitar que a trágica temporada de David Moyes se repetisse.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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