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Gamepédia do Futebol – #14 Striker

Sucesso de vendas logo em seu primeiro título, o simulador de futebol da Rage Software bateu de frente com grandes nomes da década

A primeira metade da década de 90 é um prato cheio para os games de futebol. Em especial, o ano de 1992 é responsável por fazer a sua terceira contribuição para a Gamepédia. Depois de Super Sidekicks e Sensible Soccer, o décimo quarto capítulo da nossa enciclopédia de games de futebol conta a história de uma empresa que acertou em cheio em seu primeiro lançamento. 

A cidade de Liverpool é berço da Rage Software – que até 1996 denominou-se Rage Games. A empresa britânica foi fundada em 1992 com o propósito de entregar jogos com foco nos gráficos e uma experiência de jogo arcade. Logo seu primeiro lançamento, Striker, vendeu mais de um milhão de cópias e fez da produtora de videogames uma das mais relevantes empresas do nicho na década. Tendo várias adaptações e nomes, o título teve mais de 10 edições e encerrou sua contribuição em 1999 – com uma versão para DreamCast, console da Sega.

Striker foi lançado inicialmente em 1992, para a família de computadores Commodore Amiga. Nos anos seguintes, o simulador também foi adaptado para Atari ST, Super NES, Super Famicom, Master System e Mega Drive. Dentre as estratégias de marketing, o jogo recebeu leves alterações na gameplay e nomes locais variando em cada país. No Japão, o título foi chamado de World Soccer; na França, a Rage aproveitou a popularidade de um ídolo local e deu o nome de Eric Cantona Football Challenge; nos Estados Unidos, a tática foi aproveitar a competição local e batizar de World Cup ‘94: Road to Glory.

Apesar de não ser uma revolução na gameplay, o simulador traz importantes recursos para a evolução dos games de futebol. Com 64 países disponíveis, o usuário era capaz de montar a Copa do Mundo simulada no modo “Super Cup”, com as 24 nações classificadas para a edição de 94, ou ainda contar com mais o mesmo número adicional de outros participantes. Além deste modo, estavam à disposição outros como liga, disputa de pênaltis, amistoso e mata-mata. Dentre as opções, Striker possibilitava disputar inclusive partidas de futebol de salão!

Em termos de gameplay, Striker é um jogo de visão aérea aproximada, com dinâmica vertical, scroll horizontal e jogabilidade bem arcade, basicamente utilizando os comandos de passe e chute para tentar vencer. Também é uma forma de parear a disputa de teclado e controle, ambas presentes no simulador. A câmera, inclusive, é uma das inovações do jogo: ela era posicionada numa altura como se estivesse logo acima das balizas, trazendo uma falsa impressão de 3D e uma imersão no campo de jogo.

No aspecto customização, o game da Rage Software era classe A. Logo no menu inicial, a opção “Edit Squad” possibilitava editar o nome do time e todos os jogadores de uma agremiação. Além disso, Striker permitia a edição e escolha dos uniformes. Apesar de não serem seguidas na gameplay, muitas opções táticas também estavam presentes no jogo. Além das formações diferentes, os comportamentos em campo poderiam ser selecionados entre defensivo, normal e ofensivo.

Numa época em que verdadeiros hits foram produzidos em games de futebol, Striker não deve para nenhum deles. Apesar de ter uma proposta bem mais simples e focada no arcade, o simulador de futebol da Rage durou quase uma década em uma época que contou com o advento de FIFA Soccer. E aí, tem boas lembranças de Striker? Conte para a gente nos comentários 🙂

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João Belline

Jornalista de formação, louco dos esportes por opção. Depois de muito escalar Cartola, jogar Winning Eleven, escrever escalação dos sonhos no caderno e topar o dedão na rua, falar sobre futebol virou uma necessidade. É mais um leitor que buscou espaço no time da Trivela e entende que futebol está acima do clube.

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