Vídeo para a seleção feminina americana ficou bem legal. Por que não um para o Brasil?

O fato de que o futebol feminino é bem mais valorizado nos Estados Unidos do que em outros países não é novidade. Ainda assim, não é com menor empolgação que recebemos um vídeo como este produzido pela Nike para promover a participação da seleção feminina americana na Copa do Mundo deste ano, no Canadá. A produção, no entanto, nos faz perguntar: por que o Brasil, um país cujo futebol feminino precisa tanto de impulso e evidência e cuja seleção feminina também é patrocinada pela empresa, não ganhou algo parecido?
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O vídeo é curto, não parece haver nenhuma grande produção por trás dele, e o orçamento certamente foi bem menor que o gasto em grandes produções promovendo estrelas do futebol masculino. Não há uma grande mensagem nas imagens, apenas a demonstração do esforço das atletas em sua preparação para mais uma competição. Porém, a frase no final, que talvez tenha apenas a intenção de exaltar o time, pode ser interpretada de maneira bem simbólica pelas mulheres. Para qualquer que seja a luta e, consequentemente, para sua busca por espaço no futebol.
“Forte sozinha. Imparáveis juntas” é o tipo de mensagem que atletas de um país que não lhes dá o apoio necessário precisam ouvir. O acerto no vídeo acaba virando o erro na falta de escolha por sua produção em outros lugares. Embora seja bastante possível imaginar que a falta de um trabalho em torno da seleção brasileira tenha muito a ver com o descaso da CBF com sua própria equipe. O que esperar de uma entidade que contratou o técnico para comandar o time na Copa do Mundo feminina apenas um mês antes do início da competição?



