Qual o saldo do vice da Seleção Feminina na Copa Ouro?
Podcast Papo de Mina analisa a campanha do Brasil na Copa Ouro, que teve muita evolução e testes de Arthur Elias
Depois de “lamber as feridas” abertas pela derrota do Brasil para os EUA na final da Copa Ouro Feminina, é hora de analisar friamente o saldo que a Seleção Feminina teve na competição. E o balanço só poderia ser mais positivo se a conclusão tivesse sido o título. Mas verdade é que o mais importante foi alcançado ao longo do torneio: evolução.
No último episódio, o Papo de Mina analisou a campanha das brasileiras, que conquistou a vaga para a final da de forma invicta. Até a decisão, elas tiveram 100% de aproveitamento, com cinco vitórias e apenas um gol sofrido — na goleada sobre a seleção argentina por 5 a 1, nas quartas de final.
— Considero positivo o saldo da Copa Ouro para a Seleção Brasileira. Desde o início, Arthur Elias frisou o desejo de usar a competição para testar jogadoras e um novo modelo de jogo, o que foi cumprido com formações diferentes a cada partida. Houve uma dinâmica maior e uma coletividade evidente — afirmou a jornalista Suleima Sena, do Donas do Jogo, em participação no podcast.
— Durante a competição, o Brasil enfrentou equipes com estilos diferentes, embora, claro, o nível técnico do torneio esteja longe do qual a seleção enfrentará nos Jogos Olímpicos. Houve duelos compatíveis contra a Colômbia, por exemplo, contra o México e até mesmo os Estados Unidos. A campanha do Brasil foi louvável. O time não oscilou, mesmo sem uma formação definida, perdeu apenas um jogo que foi a final e sofreu apenas dois gols durante todo o torneio — concluiu.
Destaques da campanha brasileira
Evidentemente, alguns nomes se destacaram ao longo da campanha do Brasil na Copa Ouro. Dentro eles, as novatas Bia Menezes e Julia Bianchi provaram que a chance dada a elas por Arthur Elias não foi por acaso.
— Acho que a gente teve ótimas novidades nesse time, em todos esses testes que o Arthur fez. Por isso, a gente sai com um resultado muito positivo, mas com mais dúvidas boas para ele também, de quem levar. São boas possibilidades que a gente tem, mesclando essa experiência com as novas jogadoras, mas também dá um certo alívio de saber que a gente não é mais Marta-dependente, né? A seleção consegue ter um ótimo ritmo de jogo (sem ela) — afirmou Ana Cichon, jornalista apresentadora do Papo de Mina.
Além dos destaques ao longo da trajetória da Seleção Brasileira na Copa Ouro, a final contra os EUA também foi um bom termômetro para nomes que devem estar na convocação final para a Olimpíada.
— Na final, Debinha entrou muito bem, a Julia Bianchi também e, para mim, a Gabi Portilho foi a melhor da final. Então, assim, tem ótimas jogadoras que conseguem chamar o jogo para si.
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Correções ainda precisam serem feitas
Mesmo com o ótimo desempenho, as falhas também ficaram evidentes e, a principal, com certeza esteve no jogo aéreo. O gol da derrota para a seleção americana foi muito parecido com o sofrido no jogo que selou eliminação na Copa do Mundo Feminina de 2023, diante da França. Compare os lances a seguir.
🔎 Brasil de Pia optou por marcação mista com predominância zonal.
❌ Eram 3 atletas marcando individualmente as jogadoras da França, mas nenhuma em Renard, a principal cabeceadora.
Difícil entender.pic.twitter.com/MITsCld9OJ
— Footure (@FootureFC) July 29, 2023
Além disso, faltou efetividade do ataque para converter as chances em gol. Mas esse não é um problema recente, já se arrasta desde antes da Era Pia.
— Olhando o Pia, olhando o Arthur Elias, a dificuldade da seleção em finalizar, em ser definitiva. O Brasil teve ótimas chances de gol, mas não conseguiu definir — afirmou Ana.



