Eurocopa Feminina

Popp decide (novamente), e Alemanha marca uma final de Euro imperdível contra a Inglaterra

A capitã marcou duas vezes na vitória 2 a 1 sobre a França, devolvendo a Alemanha a uma final europeia após o fracasso da última edição

Se a Eurocopa tivesse sido realizada ano passado, como o programado, Alexandra Popp provavelmente não estaria disponível para a Alemanha. E a história de todo torneio seria diferente. A capitã retornou aos campos em abril, depois de quase um ano afastada, e tem se provado imprescindível. Marcou em todos os jogos e fez dois gols nesta quarta-feira na vitória por 2 a 1 sobre a França que confirmou um duelo imperdível entre a seleção alemã e a dona da casa Inglaterra, valendo título, no próximo domingo.

Agora com seis gols, Popp, jogadora de 31 anos do Wolfsburg, igualou a inglesa Bethany Mead na artilharia da Eurocopa. Um sub-enredo para as 87 mil pessoas que devem lotar Wembley para assistir ao último evento de uma competição que bateu recordes de público e entregou vários jogos emocionantes. Será o nono título da Alemanha, que dominou a competição entre 1995 e 2013, ou o primeiro da Inglaterra. Também seria o primeiro da campeã olímpica Popp. Ela não foi convocada em 2013 e perdeu a edição passada por problemas físicos.

A Alemanha está de volta. Depois da medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, perdeu sua sequência de seis títulos europeus consecutivos contra a Dinamarca nas quartas de final em 2017, parou nas quartas de final da Copa do Mundo dois anos depois e nem se classificou para os Jogos de Tóquio. A França fez sua primeira semifinal, mas ainda não está conseguindo aproveitar o sucesso de Lyon e Paris Saint-Germain no futebol de clubes para se tornar uma potência entre as seleções.

O jogo

A Alemanha teve paciência para tocar a bola e tentar desvendar o sistema defensivo da França. Terminou o primeiro tempo com 59% de posse de bola. Mas essa dinâmica não gerou muitas chances claras. Uma etapa mais controlada. Nessas situações, a qualidade de uma craque pode fazer a diferença. E a Alemanha tem Alexandra Popp.

Aos 22 minutos, Popp cobrou uma falta muito venenosa. Da entrada da área, bateu forte e firme no canto da goleira Pauline Magnin, que se esticou para espalmar. Uma ideia bem executada e esperta para tentar criar alguma coisa em uma partida travada. E a cinco minutos do fim, a Alemanha conseguiu encaixar uma boa jogada entre a sua posse de bola, e Popp brilhou novamente.

A trama pela direita foi ótima, até Jule Brandt, substituindo Lina Magull, que testou positivo para Covid-19, tocar para Svenja Huth. O cruzamento foi ao meio da área, onde Popp se antecipou a Ève Périsset e pegou de primeira para anotar um lindo gol. Como a França mal havia atacado até então, era razoável pensar que aquele lance garantiria a vitória parcial da Alemanha para o segundo tempo.

Mas a sorte sorriu às francesas. Diani recebeu na entrada da área, um pouco à esquerda, e bateu forte. O chute foi muito bom, firme e com direção, mas pegou na trave. Em seguida, porém, acertou as costas da goleira Merle Frohms e cruzou a linha. As jogadoras desceram aos vestiários empatadas em 1 a 1.

A dinâmica mais controlada continuou no segundo tempo, mas a França teve um período muito perigoso, impulsionada pela impossível Diani. Deixou Kathrin Hendrich para trás pela direita, invadiu a área e acionou Sara Däbritz, que bateu forte, em cheio no rosto de Hendrich. Na cobrança de escanteio, Wendie Renard apareceu na segunda trave e testou para ótima defesa de Frohms.

Logo em seguida, Marina Hegering errou um passe na saída de bola e deu praticamente uma assistência para Diani, que passou batida por Lena Oberdorf e bateu rasteiro na primeira trave. Frohms defendeu com os pés. A França ganhava ritmo, mas Popp apareceu novamente para resolver a parada para a Alemanha.

E usou toda a sua experiência e qualidade como atacante para fazer isso. Porque o cruzamento de Huth da direita foi bem alto e sem tanto força. Caiu no meio da área, onde havia jogadoras francesas e alemãs de olho. Popp calculou perfeitamente o tempo da bola, colocou a força necessária na cabeçada e mirou para baixo para dificultar a defesa de Magnin.

O gol que classificou a Alemanha para sua nona final de Eurocopa, e fica o aviso à Inglaterra: elas nunca perderam uma.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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