Eurocopa Feminina

Holanda e Suécia não decepcionaram e empataram em um grande jogo em Sheffield

Duas das mais fortes seleções europeias trocaram golpes no Bramall Lane e deixaram ótima impressão para o restante do torneio

Um dos jogos mais esperados da primeira rodada da Eurocopa não decepcionou. Suécia e Holanda fizeram um grande jogo no Bramall Lane de Sheffield, tomada por torcedores holandeses, e terminaram-no empatando por 1 a 1. As suecas foram ligeiramente melhores que as atuais campeãs europeias, que tiveram que fazer duas substituições por problemas físicos no primeiro tempo.

De qualquer maneira, ambas mostraram que chegaram forte à Inglaterra em busca de seus segundos títulos. A Suécia foi a primeira campeã da Eurocopa, em 1984, e tem uma regularidade incrível. Em 12 edições, chegou a quatro finais e parou quatro vezes nas semifinais. A Holanda ganhou a edição passada, sua primeira decisão, aproveitando o status de país-sede.

Viviane Miedema esbanjou classe mais uma vez, sendo a melhor jogadora da Holanda e criando oportunidades de perigos em momentos nos quais a Suécia dominava. Fica a preocupação grande pela condição física da goleira e capitã holandesa Sari van Veenendaal, que precisou ser substituída aos 22 minutos do primeiro tempo após uma trombada com Van der Gragt.

A Holanda começou mantendo a posse de bola com muita qualidade, mas a Suécia assumiu as rédeas do jogo após a substituição de Veenendaal pela jovem Daphne van Domselaar, goleira de 22 anos do Twente. Teve a primeira grande chance com a chegada de Fridolina Rölfo pela direita. Ela encontrou Kosovare Asllani na primeira trave. A atacante do Real Madrid dominou, ganhou a dividida e bateu no lado de fora da rede.

Asllani mostrou toda sua qualidade aos 35 minutos, com um rolinho em cima de Aniek Nowen antes de invadir a área e cruzar. A bola passou por todo mundo, encontrou Jonna Andersson no outro lado da área e depois o fundo das redes. Pouco depois, Nowen também teve que ser substituída, com aparente lesão muscular. Marisa Olislagers, outra jovem do Twente, entrou em seu lugar.

Miedema fez a diferença o começo do segundo tempo. Deu um lindo drible na lateral esquerda, deixando a bola passar entre suas pernas para enganar a marcadora, e avançou até a entrada da área. Sua primeira tentativa de passe foi bloqueada, mas, na sequência, Jill Roord emendou para o gol. A craque do Arsenal começou a chamar a responsabilidade, e a Holanda teve um certo embalo para tentar a virada.

 

Mas a Suécia ainda acertaria a trave e exigiu uma grande defesa da substituta Domselaar, aos 41 minutos do segundo tempo, quando Rölfo dominou na entrada da área, abriu à perna esquerda e soltou uma bomba, que a jovem goleira espalmou para escanteio. O empate na primeira rodada entre as claras favoritas a passar às quartas de final ficou de bom tamanho, um pouco decepcionante à Suécia, que no geral fez uma partida melhor.

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Portugal e Suíça apenas empatam

Era uma vitória necessária para as duas seleções menos badaladas do grupo e ambas terminaram decepcionadas. A Suíça um pouco mais provavelmente porque chegou a abrir 2 a 0 com dois gols nos primeiros cinco minutos da partida, antes da reação de Portugal, que foi buscar o empate por 2 a 2 e ainda teve chance de vencer no fim.

Nenhuma delas tem grande tradição nas principais competições femininas. A Suíça é a única que disputou Copa do Mundo (2015) e ambas estrearam na Euro na edição passada.

Coumba Sow pegou a sobra com um potente chute de perna direita de fora da área, após a defesa de Portugal se complicar, e abriu o placar logo aos dois minutos. Rahel Kiwic apareceu na segunda trave para cabecear a falta cobrada por Ramona Bachmann, atacante do Paris Saint-Germain, apenas três minutos depois.

Mas, aos 13 minutos da etapa final, Diana Gomes pegou o rebote da própria cabeçada, após cobrança de escanteio, e descontou a Portugal. Pouco depois, ao fim de uma jogada muito bem trabalhada pelas portuguesas, Tatiana Pinto cruzou rasteiro para a entrada da pequena área, e Jessica Silva desviou às redes.

Dolores Silva exigiu defesa de Gaelle Thalmann com uma forte cobrança de falta, e a Suíça assustou a goleira Inês Pereira com uma bola no travessão, mas o placar não se mexeu mais e o empate não deixou ninguém muito satisfeito.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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