Eurocopa Feminina

Com recorde de público e golaço de Bethany Mead, Inglaterra estreia na Euro vencendo a Áustria

As 68.871 pessoas que encheram Old Trafford formaram o maior público da história da Eurocopa feminina

Old Trafford recebeu 68.871 pessoas nesta quarta-feira para assistir à abertura da Eurocopa Feminina, o maior público da história da competição logo no primeiro jogo, e todas elas precisaram segurar a respiração até o fim para a Inglaterra confirmar a vitória por 1 a 0 sobre a Áustria, com um golaço de Bethany Mead, aos 16 minutos do primeiro tempo.

Foi uma partida amplamente dominada pela equipe da casa contra uma das semifinalistas da última Eurocopa, realizada na Holanda em 2017 – a atual edição foi adiada por um ano por causa da pandemia. Mas apesar de a Áustria ter gerado poucas ações ofensivas, a Inglaterra não conseguiu ampliar o marcador, a torcida foi ficando mais tensa e o suspense perdurou até o apito final.

As comandadas de Sarina Wiegman, porém, começaram com pé direito a tentativa de ganhar a Euro feminina pela primeira vez ou pelo menos tentar a sua terceira final, após os vice-campeonatos de 1984 e 2009. Na outra oportunidade em que a Inglaterra sediou o torneio (2005), não passou nem da fase de grupos, lanterna atrás de Suécia, Finlândia e Dinamarca.

Hoje em dia, com uma das ligas mais fortes do mundo, a expectativa é outra e até certo ponto as jogadores a cumpriram. Muita qualidade de passe, mantendo a bola durante longos períodos, calculando as investidas. A maioria das esticadas começou com passes longos das zagueiras Leah Williamson, a capitã da equipe, e Millie Bright.

Foi um jogo mais controlado do que avassalador. A Inglaterra teve apenas três chances no primeiro tempo e marcou na primeira delas. Fran Kirby encontrou o passe para a área, onde Mead matou no peito e tocou por cobertura. Carina Wenninger, desesperada, se esforçou para tentar cortar, mas o fez depois que a bola havia cruzado a linha. Houve uma rápida checagem para confirmar o gol.

 

Kirby, muito envolvida no sistema ofensivo da Inglaterra, recebeu na ponta esquerda, aos 25 minutos, e acionou Lauren Hemp, mais pelo meio. O cruzamento à meia altura encontrou Ellen White livre dentro da área. Ela não precisou pular para cabecear, mas desviou um pouco demais. Perto do intervalo, Kirby mais uma vez deu o passe para Hemp ficar cara a cara com a goleira. Manuela Zinsberger saiu do gol para abafar e fez grande defesa com uma das mãos.

A Áustria saiu um pouco mais no segundo tempo, ainda com pouca criatividade, aumentando apenas ligeiramente sua posse de bola. A meia esquerda Katharina Naschenweng era uma das que mais tentava alguma coisa diferente, mas o controle continuava com a Inglaterra. Wiegman fez três substituições ao mesmo tempo, perto da marca dos 20 minutos. Uma delas, Alessia Russo, do time da casa, quase alcançou uma bola lançada à área que provavelmente viraria o segundo gol.

Apenas aos 30 minutos da etapa final, a Áustria conseguiu realmente levar perigo. Barbara Dunst abriu da esquerda para o meio e soltou um chute venenoso, buscando o canto mais distante. Mary Earps se esticou para fazer uma grande defesa. A partida foi ficando mais tensa porque a Inglaterra sabia que qualquer escorregão poderia obrigá-la a começar a Eurocopa mais pressionada. No fim, deu tudo certo às anfitriãs, que farão seu segundo jogo em Brighton na próxima segunda-feira contra a Noruega. A Irlanda do Norte completa o Grupo A.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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