Eurocopa Feminina

Candidatas ao título, Alemanha e Espanha começaram a Eurocopa goleando impiedosamente

Mesmo desfalcada, a Espanha virou contra a Finlândia, e a Alemanha contou com um gol de Alexandra Popp, voltando a jogar após um ano afastada por lesão

Houve uma certa sensação de desastre. A Espanha, uma das favoritas ao título da Eurocopa, havia perdido duas das suas principais jogadores por lesão antes da primeira rodada, Jennifer Hermoso e Alexia Putellas, e levou um gol da Finlândia em sua estreia em menos de um minuto. Mas colocou as suas credenciais em campo e mostrou que disputará o caneco, mesmo com os desfalques, com uma atuação dominante para golear a Finlândia por 4 a 1 nesta sexta-feira em Milton Keynes.

No outro jogo do dia, no estádio do Brentford, em Londres, a Alemanha, maior campeã do torneio com oito títulos, não deu a menor chance para a Dinamarca e goleou, com destaque para o gol de Alexandra Popp, histórica jogadora da seleção que está retornando depois de quase um ano afastada dos campos por lesão. Todos esses times estão no mesmo grupo B da competição que está sendo realizada na Inglaterra.

Espanha leva um susto, mas goleia

Hermoso é a maior artilheira da história da seleção espanhola e ficou em segundo lugar na última Bola de Ouro, atrás da compatriota Alexia Putellas, que defendeu 100 vezes o time nacional. São dois desfalques enormes, e o moral da equipe de Jorge Villa não ficou melhor quando Linda Sällström saiu entre defensoras da Espanha, entrou na área e colocou a bola na rede aos 48 segundos de partida.

Mas não demorou muito para a Espanha impor o seu estilo de jogo. Terminou o primeiro tempo com 70% de posse de bola e teve 68% no geral, com quase 700 passes tentados e 600 completados. Bateu 32 vezes a gol e forçou 17 escanteios. Um volume de jogo irresistível e de fato as finlandesas, semifinalistas europeias em 2005, não resistiram a ele.

Os gols foram saindo naturalmente e antes do fim do primeiro tempo a Espanha já estava na frente. Irene Paredes apareceu como um míssil na pequena área para cabecear um desses cantos, cobrado Mariona Caldentey, e empatou, aos 21. Outra jogada aérea, agora com bola rolando, gerou a virada. María León cruzou da esquerda, e Aitana Bonmatí cabeceou com muita qualidade da marca do pênalti para fazer 2 a 1.

A tranquilidade mesmo saiu apenas na marca da meia hora do segundo tempo, novamente pelo alto. León cobrou falta da direita, e Lucía García se antecipou na primeira trave. De pênalti, Caldentey fechou a vitória da Espanha.

Alemanha passeia

A Alemanha conquistou oito vezes a Eurocopa feminina – seis seguidas entre 1995 e 2013 -, mas não chegou nem às semifinais na última edição. Foi derrotada justamente pela Dinamarca nas quartas de final e se vingou em alto estilo, com uma atuação dominante nesta sexta-feira contra o time que conta a jogadora mais cara da história – Pernille Harder, comprada pelo Chelsea do Wolfsburg por cerca de € 350 mil.

Felicitas Rauch acertou a forquilha de Christensen com um chute colocado da entrada da área, aos nove minutos. Ela acertou o poste novamente, aos 13, com uma cabeçada de Lea Schüller na trave no rebote e um gol perdido por Lina Magull. Uma sequência incrível, mas inválida porque houve impedimento de Schüller na segunda finalização.

Mas o gol da Alemanha era inevitável. Magull pegou meio de canela um cruzamento de Svenja Huth, ainda exigindo grande defesa de Christensen, aos 18 minutos. Pouco depois, a pressão da Alemanha funcionou muito bem. Encurralou as defensoras dinamarquesas até Magull bater a carteira de Stine Pedersen, entrar na área, levantar a cabeça e soltar um chute alto para abrir o placar.

O único golpe que a Dinamarca devolveu foi uma bomba de Signe Bruno da entrada da área, após matar no peito, muito bem defendida pela goleira Merle Frohms. Christensen se esticou para espalmar o chute rasteiro de Magull, no começo do segundo tempo. Na cobrança daquele escanteio, Magull cruzou para Schüller ampliar de cabeça.

A histórica Alexandra Popp esteve no pacote de substituições da treinadora Martina Voss-Tecklenburg, aos 15 minutos. E mostrou muita qualidade com um passe para lançar Jule Brand nas costas da defesa. A bola sobrou para Svenja Huth marcar, mas houve impedimento de Brand na hora da arrancada. Sem problemas porque Lena Oberdorf desviou uma cobrança de falta na entrada da área e deixou Lena Lattwein livre para soltar o pé e ampliar.

E seria de Popp o ponto final da goleada. Brand arrancou, abriu com Sydney Lohmann, que havia acabado de entrar, e cruzou para a cabeçada de Popp na boca do gol. A emoção da veterana foi visível. A jogadora do Wolfsburg passou quase um ano afastada dos gramados por causa de uma lesão no joelho em abril de 2021. Também perdeu a última Euro por problemas físicos. Seu retorno foi mais uma ótima notícia às perspectivas da Alemanha.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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