Eurocopa Feminina

A Euro teve mais um final dramático, agora com um gol chorado da Suécia para vencer a Bélgica

A Suécia, campeã da primeira edição, avançou às semifinais pela nona vez após vencer a Bélgica por 1 a 0 em Leigh

Após a emocionante classificação da Inglaterra na quarta-feira, a Eurocopa reservou mais um final dramático para a partida de quartas de final realizada nesta sexta. A Suécia caminhava frustrada para uma prorrogação, depois de ter dominado quase completamente a Bélgica, mas Linda Sembrant mandou às redes a sobra de um escanteio e colocou a sua seleção entre as quatro melhores do torneio disputado em solo inglês com a vitória por 1 a 0 em Leigh.

A goleira belga Nicky Evrard foi uma das principais responsáveis pelo jogo ter chegado aos momentos finais ainda empatado, com sete defesas, muitas delas bem difíceis. Mas também foi merecida a vitória sueca, com a Bélgica incapaz de exigir uma intervenção de Hedvig Lindahl em três finalizações – todas para a fora. A seleção de Fridolina Rolfö e Kosovare Asllani enfrentará a dona da casa Inglaterra no Bramall Lane, em Sheffield, na próxima terça-feira.

Será a nona semifinal da Suécia. Em metade das anteriores, a campeã da primeira edição da Eurocopa Feminina em 1984 avançou à decisão. As outras duas participações da seleção terminaram nas quartas de final, incluindo a última, em 2017, na Holanda, quando foi derrotada pela dona da casa, o que tentará evitar desta vez. Foi o primeiro jogo de mata-mata de uma grande competição da Bélgica.

Mesmo ainda sem a capitã Caroline Seger, que perdeu a rodada final da fase de grupos por causa de dores no tornozelo, a Suécia começou melhor. Angeldahl exigiu a primeira boa defesa de Evrard, logo aos cinco minutos, com um chute de fora da área, bem espalmado para fora. Angeldahl teve outra boa oportunidade pouco depois, após erro da Bélgica na saída de bola, e Evrard trabalhou bem novamente para barrar a cabeçada de Amanda Ilestedt. Teve coragem na sequência para abafar Blackstenius.

A Suécia chegou a abrir o placar em um rápido contra-ataque aos 25 minutos, após erro de Laura De Neve na saída de bola. Asllani acionou Blackstenius, que atacou o espaço, entrou na área e tocou no canto de Evrard. Mas o lance foi anulado por impedimento após checagem do assistente de vídeo. Uma das poucas chances da Bélgica na partida aconteceu aos 31 minutos, quando Tine De Caigny fez o pivô para Justine Venhaevermaet bater de fora da área. Muito perto da trave.

As suecas continuaram no domínio no segundo tempo, embora com menos chances claras. Evrard defendeu tentativa de Rolfö, aos dois minutos, e Angeldal mandou por cima do travessão, após outro bom passe de Asllani. Evrard fez uma linda defesa à queima-roupa para frustrar cabeçada de Blackstenius e tudo indicava que teríamos prorrogação em Leigh, cidade no noroeste entre Liverpool e Manchester.

Mas, aos 47 minutos, Evrard cortou o escanteio cobrado da esquerda e defendeu a chapada de Nathalia Björn na segunda trave. Mas o rebote ficou com Sembrant, que não desperdiçou a chance de ter um lugar cativo na história da seleção sueca com um gol decisivo, dramático e extremamente importante.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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